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O concelho de Paredes continua a ser destaque pelas piores razões. A pandemia pela qual todos estamos a passar continua a deixar marcas no nosso concelho, sendo já certo que não passamos à próxima etapa do desconfinamento. Neste momento, Paredes é um concelho de risco moderado e esta situação muitas preocupações está a trazer aos comerciantes e às pequenas empresas do concelho. O facto de Paredes não avançar para a próxima etapa do desconfinamento faz com que os restaurantes não possam abrir em horários alargados, faz com que as lojas tenham um funcionamento mais condicionado e faz com que todos os Paredenses tenham mais restrições na circulação. Que medidas Alexandre Almeida, o atual Presidente da Câmara de Paredes, está a implementar no nosso concelho de modo a apoiar o comércio e os serviços locais? Que medidas Alexandre Almeida, está a implementar para apoiar as empresas do concelho que tem visto a sua produção, vendas e exportações reduzidas e condicionadas por causa desta pandemia? Que medidas Alexandre Almeida, tem implementado desde que a pandemia começou até agora, modo a apoiar os Paredenses? Vemos concelhos empenhados em reduzir os casos de COVID-19 e vemos o concelho de Paredes estagnado no que diz respeito a este assunto, e, o mais incrível disto tudo é que já o é desde o primeiro minuto.

Gostaria também de aproveitar para voltar a frisar que o nosso concelho é dos piores da envolvente, no que diz respeito à forma como trata os animais errantes. Todos nós vemos pelo nosso concelho, diversos cães a vaguear pelas ruas, e, cada vez mais o n.º de animais nestas condições aumenta, pois, a pandemia é muito propícia a tal, uma vez que as famílias sofrem com a redução dos seus rendimentos. O que Alexandre Almeida faz neste nosso concelho de modo a apoiar os animais errantes? O que faz Alexandre Almeida para apoiar os paredenses que muito gentilmente apoiam os animais de rua com a alimentação e os cuidados de saúde que os seus próprios recursos permitem? O que Alexandre Almeida faz para evitar com que os casos de animais abandonados não parem de aumentar? É preciso que o município desenvolva uma consciência clara para este flagelo. Não se trata de uma moda, trata-se dos tempos em que vivemos e de uma consciencialização que todos temos que começar de uma forma ou de outra a ter. Há cães bebés a serem abandonados à porta dos prédios, há cadelas com ninhadas a serem abandonadas à beira de estradas, há cães que vivem anos pelas ruas a se alimentarem dos restos de alimentos que são deitados aos contentores do lixo e a serem alimentados por residentes locais que muito amavelmente os apoiam. Esta situação tem que acabar de uma vez por todas, mas para tal é preciso que os municípios sejam conscientes e sejam responsabilizados por não prestar tal apoio aos animais e às famílias. Para que serve um Presidente de Câmara se não for para dar apoio a quem mais precisa? Para que serve um Presidente de Câmara se não for para resolver situações deste tipo? Se Alexandre Almeida gastasse menos dinheiro em obras aleatórias e a avulso, aparentemente usadas tipo chamariz político para se mostrar para as próximas eleições autárquicas, ou, gastasse menos dinheiro a enviar para casa dos Paredenses revistas pagas a preço de ouro a título de campanha eleitoral para apresentar obras, com toda a certeza que esta situação já estaria resolvida. Não faltaria verba para prestar apoio aos animais errantes!

Por vezes, para se fazer um trabalho digno não é necessário fazer algo que atraia o chamariz ou as luzes da ribalta e as estrelinhas a brilhar sobre nós. Na maior parte das vezes, fazer-se um trabalho digno é apenas ser-se humano e deixar o sentido de humanidade naquilo em que estamos envolvidos!

 

- Cristiana Seabra

(versão escrita do programa de rádio com o mesmo nome)

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” disse Costa a um auditório europeísta. A frase não é dele, é de Camões, e ilustra bem que as grandes instituições edificadas pelos maus puros princípios, podem também cair nas armadilhas dos tempos e das vontades de alguns.

A verdade é que a União Europeia não serve todos os europeus como deveria. Os países mais ricos subjugam os mais enfraquecidos. A Europa continua desigual, uns beneficiam mais do que outros. O sonho de uma Europa solidária que surgiu no pós-guerra ainda é uma miragem. Eu sonho com uma União Europeia que ainda não se ergueu.

Portugal lucrou com os seus donativos desmedidos, foi benéfico para nós, mas foi sol de pouca dura. O espaço “Schengen” e o Euro foram projetos positivos. Nem tudo foi mau ou foi?

Jerónimo de Sousa quando esteve no Porto, aproveitou o tema para criticar não só a União Europeia, como também, a posição de Portugal na própria EU. Acusou a EU por falta de respostas e Portugal por um enorme seguidismo. Por quando tempo estas acusações vão permanecendo atuais?

Fora do azedume discursivo de Jerónimo de Sousa, está Ferro Rodrigues que homenageou a Cruz Vermelha com 7 valorosos princípios: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade. Valores que a União Europeia deveria seguir escrupulosamente desde dos seus inícios.

 

Nelson Maia, Maio 2021

É inevitável passar mais uma semana e não falar sobre o fenómeno Suzana Garcia e o seu bizarro “projeto” político. O espetáculo circense dos “Reality Shows” chegaram à vida política já há muito tempo, Suzana Garcia não é uma novidade neste contexto. Pedro Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa tiraram muito bem partido dos media, através de presenças assíduas nos canais televisivos e a candidata que “corre” para Amadora, segue o caminho desses notáveis “dinossauros”.

Suzana Garcia apela a um sentimentalismo artificial e não é muito explícita em relação às suas ideologias políticas, que acaba por ser uma aposta arriscada para a imagem do PSD. O mediatismo do seu discurso por vezes é radical, chegou a invocar o extermínio do Bloco de Esquerda e do Chega no intuito de eliminar extremismos, este comentário acaba por ilustrar a sua ignorância política, sabemos muito bem das suas afinidades com a extrema-direita, trata-se de uma contradição estranha. O seu discurso é repleto de “preciosidades” deste género e o “circo” irá continuar.

Por falar em espetáculos cénicos, nos últimos dias António Costa e Rui Rio embrenharam-se num pequeno Show ao estilo de Teatro de Revista, mas foram atuações muito pobres, não imaginava que Costa chamasse de cata-vento ao líder da oposição em relação a certos aproveitamentos políticos nos últimos temas discutidos na Assembleia da República, esperava um “espetáculo” mais criativo e fresco.

Para a semana há mais dramas, horrores, comédias e fenómenos estranhos. 

- Nelson Maia, Maio 2021

Em vez de falta de verdade, anseio por uma política responsável e consequente. Apesar de não ser muito velho, já não tenho idade para a falta de princípios por parte de quem não tem responsabilidade e se refugia na falta de verdade. Fui assistindo nas últimas semanas, ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paredes a iniciar algumas obras no Concelho de Paredes, perdão, na cidade de Paredes, pois nas restantes freguesias ficamos pelos anúncios e obras inacabadas. E por falar em obras inacabadas, fomos confrontados com toda a demagogia mais primária da Sr.ª Presidente de Junta de Freguesia de Rebordosa, que numa ação de campanha meramente política, anunciou em Assembleia de Freguesia que, finalmente, a escola EB2/3 de Rebordosa tinha todas as condições para iniciar a atividade letiva.

Mas não, Sr.ª Presidente, não tem.

Numa visita à escola para verificar as condições da mesma, após a sua requalificação, Ricardo Sousa, candidato à câmara municipal pela coligação PSD-CDS, e alguns deputados do PSD pelo círculo do distrito do Porto que o acompanhavam, depararam-se com uma realidade bem diferente.

Ouviram com preocupação algumas reivindicações do Sr. Presidente do Agrupamento de Escolas de Vilela e verificaram que ao nível dos laboratórios de físico-química, biologia e geologia faltam as bancadas e exaustores, as salas de educação visual e tecnológica ainda não têm as bancadas para limpeza dos materiais e ao nível dos balneários de educação física, os mesmos não contemplam água quente por falta de uma caldeira para o efeito. Mas os pontos mais preocupantes desta visita, foi verificar que as portas abrem em sentido contrário, colocando toda a comunidade escolar em risco no caso de uma emergência, acrescentar ainda que na eventualidade de um acidente no pavilhão desportivo, não existe acesso para uma ambulância de socorro e que os alunos de mobilidade reduzida não podem aceder aos pavilhões de ensino por falta de rampas para cadeiras de rodas. A Sr.ª Presidente ao invés de aproveitar o momento para clarificar as deficiências nas obras de requalificação e solicitar a colaboração dos deputados, permite ser instrumentalizada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal, numa obra em que se verifica que não existiu um estudo profundo para sua requalificação, a obra está por terminar e as lacunas ao nível da segurança, só são possíveis num país de terceiro mundo.

Foi aqui retratado apenas um exemplo de pessoas com responsabilidades muito acima das de um vulgar cidadão, mas que faltam à verdade.

Assim, não!

Resta-me complementar com a seguinte frase: Acorda Povo!!!

 

Nelson Ferreira - PSD Paredes

A Escola Secundária de Rebordosa, apesar das obras a que foi alvo na ordem dos dois milhões de euros, financiadas por fundos comunitários, continua a não estar devidamente apta para o fim a que se destina, que é receber com dignidade alunos e professores. Ora, esta é uma escola que não permite o acesso a estudantes com mobilidade reduzida ou portadores de deficiência, o que é inadmissível. Nesta escola, não é possível o acesso de uma ambulância próxima do pavilhão, e, por incrível que pareça temos portas corta-fogo a abrir ao contrário, ou seja, a abrir de fora para dentro, o que é um autêntico absurdo. Para além disto, falta uma caldeira no pavilhão para aquecimento de água de modo que os alunos possam tomar banho. Isto para além das salas destinadas às aulas práticas de física e química, os laboratórios, onde não tem bancadas nem exaustores. Questiono-me, portanto, onde está Alexandre Almeida, o atual Presidente da Câmara Municipal de Paredes, neste processo? Como está a executar o seu papel de agente fiscalizador? Diria muito sinceramente, que Alexandre Almeida, por cá não deve estar, ou se está, está muito distraído.

Voltamos a verificar em Paredes mais casos de legionella. Parece-me estranho como tantos casos de legionella brotam por diversas freguesias do concelho, em vários equipamentos públicos, que me parecem ser da responsabilidade de Alexandre Almeida.  Porque será que tem havido tantos casos de legionella em Paredes? São casos de legionella nos pavilhões de ginásio e piscinas, outros casos em escolas… não estará em falta algo a nível da manutenção dos equipamentos públicos?! Não cabe a Alexandre Almeida promover a fiscalização e controlo? Espero que Alexandre Almeida esteja a dar instruções expressas para que sejam efetuadas análises em todas as escolas e pavilhões desportivos de modo que esta situação seja controlada. Penso que basta de desculpas isto porque nas redondezas não tem havido casos de legionella, sendo que infelizmente tal só acontece no concelho de Paredes.

Voltando ao tema do resgate da concessão da exploração e gestão de abastecimento de água e recolha, à BE WATER, em que a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), emitiu um parecer totalmente desfavorável, verificamos agora que as Águas de Paredes avançaram com uma ação em tribunal e vão exigir 133 milhões pelo resgate. Ora, Alexandre Almeida, continua a dar uma outra interpretação ao parecer da ERSAR mas a verdade é que os factos e os documentos não mentem, pois dizem e refletem apenas o que lá está textualmente escrito, e, como tal, passo a citar “Face ao exposto, é entendimento da ERSAR que o processo de resgate da concessão dos serviços de águas do município de Paredes, com a fundamentação apresentada, não reúne as condições necessárias para merecer parecer favorável desta entidade reguladora. É igualmente nosso entendimento que o município não demonstrou, na documentação apresentada, a mais-valia da alteração do modelo de gestão concessionada para o modelo de gestão direta através de serviços municipalizados.”

Será que este processo, para Alexandre Almeida, não passa de mais uma forma de ganhar visibilidade para as eleições autárquicas deste ano? Serão promessas para se cumprir? O que vai fazer Alexandre Almeida com os subsistemas de águas existentes em várias freguesias do concelho? Já deu uma resposta clara e evidente a alguém sobre este tema? Consultou a população, consultou os fregueses, sobre este tema?

 

Criar-se um chamariz político com vista a se auto promover para as próximas eleições autárquicas, na maior parte das vezes, não costuma ter um grande conteúdo nem dar um grande resultado.

 

- Cristiana Seabra

(versão escrita do programa de rádio com o mesmo nome)

Em tempo de pandemia, foram em maior número os cuidadores, que cuidaram do vizinho por se encontrarem em isolamento, dos seus familiares enfim, em tantas as circunstâncias.

Foram e são de uma importância enorme!

Mas hoje quero vos falar de outro tipo de cuidador, o cuidador informal. Aquele que acompanha e cuida a pessoa cuidada de forma permanente, que com ela vive e que não recebe qualquer remuneração pelo seu trabalho ou pelos cuidados que presta à pessoa cuidada.

As suas histórias do dia á, são de resiliência, de convivência de uns que chegam com esperança de recuperação e outros em que a noite se aproxima de mansinho num fim que seja digno.

Quantas vezes duplicaram as despesas?

Quantas vezes ficaram confinados, isolados de tudo?

Quantas vezes se sentiram receosos e continuam, na incerteza de ficarem contaminados e contaminarem a pessoa por si cuidada?

Muitos deles, com uma mão cheia de incertezas, outra cheia de nada.

Infelizmente conheço no concelho de Paredes muitas situações destas vividas por gente, que se dedica de corpo e alma sem qualquer suporte, seja da parte do Estado ou do Município.

Que pena que, ao contrário do concelho vizinho de Penafiel, Paredes tenha ficado de fora do Projeto Piloto de apoio aos Cuidadores Informais. Se residissem aqui ao lado, os cuidadores informais poderiam contar com um subsídio mensal entre 248,20 e 343,50 euros, se os rendimentos do cuidador informal principal corresponderem apenas a um complemento por dependência ou um subsídio por assistência a terceira pessoa. Poderiam também contar com ajuda técnica e tempo de descanso. Muito importante também é o facto do cuidador informal ter também a possibilidade de participar em grupos de autoajuda, onde seja promovida partilha de experiências e uma ajuda mútua entre cuidadores, podendo ainda contar com apoio psicossocial.

Espero que a nossa sociedade e cada um de nós em particular consiga retirar algo de positivo desta terrível pandemia, sobretudo no que diz respeito ao apoio às pessoas que estão mais fragilizadas, mais dependentes, mais carenciadas seja a nível económico seja a outros níveis.

Ajudar quem cuida é uma obrigação de todos, mas sobretudo dos nossos governantes seja a nível nacional, seja a nível local e é a forma simultaneamente mais económica, mais eficaz e acima de tudo mais humana de fazer frente a este flagelo.

 

Lurdes Meireles - PSD Paredes