As Autárquicas vieram para ficar, penso que é o único tema atual na política que não sofre com a palavra confinamento. Os episódios telenovelísticos sucedem-se um atrás do outro.

Pedro Santana Lopes continua a tentar encontrar o seu caminho político, depois do fracasso do Aliança, o velho mestre do centro direita almeja voltar à sua saudosa casa-mãe (PDS), candidatando-se ao município da Figueira da Foz. Faz lembrar aquela música popular em homenagem a essa linda cidade costeira, cantado pela Maria Clara:

Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo…

Pedro Santana Lopes está mesmo a morrer de saudades… as luzes da ribalta da política é um vício.

O “fantasma” de Passos Coelho esta semana ainda pairou no seio do PSD, mas foi por pouco tempo, até ouvir o nome de Carlos Moedas para Lisboa. Bravo Rui Rio, foi um verdadeiro coelho da cartola! Moedas não só leva consigo as cores laranja do seu partido, como também, leva consigo partidos que não arranjaram soluções para Lisboa. Faltou empenho e criatividade para o CDS e para a Iniciativa Liberal.

Mais à esquerda o BE, intensificou as metas para as autárquicas: a crise económico-social, clima, serviços públicos, igualdade e combate à corrupção. Nada de novo…das antigas lutas, fazem-se as novas.

A semana acaba com o último discurso em direto de Marcelo. Em tom de “missa” o PR, apela à paciência das duras regras de confinamento.

Nelson Maia, fevereiro 2021

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