O “Caso EDP” esta semana, suscitou estranheza a muita gente…Catarina Martins começou a “morder os calos” ao governo, questionando e evidenciando algumas irregularidades…como a suave e camuflada fuga aos impostos da parte da própria EDP. Quando cheira a esturro à Catarina, ela não largar até se sentir totalmente saciada, o “método carraça”.

Regressando ao universo autárquico, gostaria de realçar o gesto pouco democrático da grande parte dos partidos em restringir coligações locais com outros partidos. O poder local foi sempre um parente pobre do poder central, existe um fosso enorme entre os grandes decisores e entre as dramáticas dificuldades de se fazer valer nas pequenas localidades, é difícil gerir e fazer uma boa campanha, quando não há condições para fazer um trabalho digno e as restrições de coligações enfraquecem, não só a imagem do próprio partido, como também, quem se candidata.

Segundo recentes estudos estatísticos, rigorosos e extremamente científicos…toda a direita não está favorável à intenção de voto. O PSD precisa desesperadamente de muita criatividade, o CDS precisa de ressuscitar, o CHEGA tem que deixar de andar sempre a “guilhotinar” tudo e todos e a INICIATIVA LIBERAL não sei…

O PAN é que escolheu uma má altura para se renovar, quer expulsar André Silva e as suas pupilas. O PAN quer acabar com a “palhacização” e anseia por uma “mudança radical”. Essa mudança não é assim tão radical, o partido quer voltar às origens. Penso que o PAN vai transitar de uma fase de “palhacização” para outra fase de “ridicularização”.

 

Nelson Maia, Março de 2021

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