A Escola Secundária de Rebordosa, apesar das obras a que foi alvo na ordem dos dois milhões de euros, financiadas por fundos comunitários, continua a não estar devidamente apta para o fim a que se destina, que é receber com dignidade alunos e professores. Ora, esta é uma escola que não permite o acesso a estudantes com mobilidade reduzida ou portadores de deficiência, o que é inadmissível. Nesta escola, não é possível o acesso de uma ambulância próxima do pavilhão, e, por incrível que pareça temos portas corta-fogo a abrir ao contrário, ou seja, a abrir de fora para dentro, o que é um autêntico absurdo. Para além disto, falta uma caldeira no pavilhão para aquecimento de água de modo que os alunos possam tomar banho. Isto para além das salas destinadas às aulas práticas de física e química, os laboratórios, onde não tem bancadas nem exaustores. Questiono-me, portanto, onde está Alexandre Almeida, o atual Presidente da Câmara Municipal de Paredes, neste processo? Como está a executar o seu papel de agente fiscalizador? Diria muito sinceramente, que Alexandre Almeida, por cá não deve estar, ou se está, está muito distraído.

Voltamos a verificar em Paredes mais casos de legionella. Parece-me estranho como tantos casos de legionella brotam por diversas freguesias do concelho, em vários equipamentos públicos, que me parecem ser da responsabilidade de Alexandre Almeida.  Porque será que tem havido tantos casos de legionella em Paredes? São casos de legionella nos pavilhões de ginásio e piscinas, outros casos em escolas… não estará em falta algo a nível da manutenção dos equipamentos públicos?! Não cabe a Alexandre Almeida promover a fiscalização e controlo? Espero que Alexandre Almeida esteja a dar instruções expressas para que sejam efetuadas análises em todas as escolas e pavilhões desportivos de modo que esta situação seja controlada. Penso que basta de desculpas isto porque nas redondezas não tem havido casos de legionella, sendo que infelizmente tal só acontece no concelho de Paredes.

Voltando ao tema do resgate da concessão da exploração e gestão de abastecimento de água e recolha, à BE WATER, em que a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), emitiu um parecer totalmente desfavorável, verificamos agora que as Águas de Paredes avançaram com uma ação em tribunal e vão exigir 133 milhões pelo resgate. Ora, Alexandre Almeida, continua a dar uma outra interpretação ao parecer da ERSAR mas a verdade é que os factos e os documentos não mentem, pois dizem e refletem apenas o que lá está textualmente escrito, e, como tal, passo a citar “Face ao exposto, é entendimento da ERSAR que o processo de resgate da concessão dos serviços de águas do município de Paredes, com a fundamentação apresentada, não reúne as condições necessárias para merecer parecer favorável desta entidade reguladora. É igualmente nosso entendimento que o município não demonstrou, na documentação apresentada, a mais-valia da alteração do modelo de gestão concessionada para o modelo de gestão direta através de serviços municipalizados.”

Será que este processo, para Alexandre Almeida, não passa de mais uma forma de ganhar visibilidade para as eleições autárquicas deste ano? Serão promessas para se cumprir? O que vai fazer Alexandre Almeida com os subsistemas de águas existentes em várias freguesias do concelho? Já deu uma resposta clara e evidente a alguém sobre este tema? Consultou a população, consultou os fregueses, sobre este tema?

 

Criar-se um chamariz político com vista a se auto promover para as próximas eleições autárquicas, na maior parte das vezes, não costuma ter um grande conteúdo nem dar um grande resultado.

 

- Cristiana Seabra

(versão escrita do programa de rádio com o mesmo nome)

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