A 3ª Convenção do Movimento Europa e Liberdade foi um autêntico ringue propagandista das direitas portuguesas. IL. Chega, PSD e o CDS criaram o seu próprio “palco” de emoções, de ideologias e de ataques. Foi bastante engraçado assistir os oradores a investir os seus discursos em plena época de “consciência eleitoral”.

O Auditório do evento transformou-se num cenário de guerra, com trincheiras e minas antipessoais, os ataques que os oradores orgulhosamente expunham eram óbvios. O presidente do IL ataca Costa, Rio e Ventura; o Chicão ataca Rio e a Esquerda, Ventura ataca tudo e todos e surpreendentemente o Sérgio Sousa Pinto (deputado do PS) ataca as esquerdas. Paulo Portas veio amenizar os discursos de ataque para alertar os populismos de esquerda e de direita. Rui Rio não se incomodou com os ataques dos seus “colegas” e reafirmou estranhamente que o seu partido não é de direita, uma afirmação pobre que deixa um pouco a desejar.

Para muitos, André Ventura foi a personagem central deste bizarro evento, não concordo, penso que a falta de criatividade na obtenção de novas soluções para fazer oposição à esquerda foi a verdadeira protagonista. A direita não ficou unida, pelo contrário, as fissuras que todos os partidos de direita criaram entre si, são cada vez mais notórias.

O MEL não foi a tábua de salvação das direitas portuguesas que se desejaria.

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