O Dia Mundial da Terceira Idade ocorreu no passado dia 28 de outubro, com o objetivo de sensibilizar a população para a situação económica e social da população idosa.

Este ano de 2020 é um ano caraterizado por severas mudanças para todos nós, incluindo para os idosos, que como sabemos, já por si são uma franja sensível da sociedade. O facto de o mundo estar a atravessar por esta pandemia faz com que todos nós, e, cada um à sua maneira, sofra o impacto das consequências negativas com que nos deparamos:

  • o isolamento social – que implica o afastamento de quem nós mais gostamos e de participar nas atividades que tão bem fazem à nossa alma;
  • o ter de adotar medidas de contingência que evitam o contacto com o próximo – deixar de beijar e abraçar quem nos é querido;
  • o ter que usar máscara – que esconde o nosso sorriso e o de quem por nós passa;

Ora, visto assim até parece fácil já que todos nós, na correria do nosso dia a dia, já temos (ou já deveríamos ter) todos estes procedimentos intrínsecos.

E os idosos, como se estão a sentir?!

Eles são umas das franjas da sociedade mais afetadas pela pandemia e daquelas que mais precisa de apoio. As visitas familiares passaram a ocorrer com menos frequência, as idas ao centro de dia deixaram de ser concretizadas ou são feitas com maior contingência, e, as conversas com os vizinhos foram se reduzindo, pelo que a solidão e a preocupação com este nosso novo mundo se apoderou das suas vidas. Isto, para não falar dos idosos que foram infetados pelo COVID-19, e, que, naturalmente, as suas preocupações não são apenas do foro social e psicológico, mas acima de tudo ao nível da saúde. Como é também sabido, as principais vítimas do COVID-19 são precisamente os idosos, dado que as suas defesas físicas são à priori menores e as doenças que já sofrem são à priori significativas.

Em Paredes, os idosos precisam de apoio. Na ausência de familiares ou amigos mais próximos, necessitam de serviços públicos que lhes faça chegar a mercearia a casa, que lhes trate da compra de medicamentos, que lhes faça o pagamento das contas domésticas, que lhes agilize as consultas no centro de saúde e, já agora, de quem lhe dê uma palavra de conforto e de ânimo pois afinal de contas o que eles querem é que tudo fique bem.

Infelizmente, em Paredes, o executivo Camarário acordou tarde para a pandemia COVID-19. Numa 1ª fase pouco ou nada foi feito para prestar auxílio à população, e, nesta 2ª fase parece que o comboio ainda anda a carvão. Não, não estou a referir-me aos estudos em plena pandemia para se trazer linhas ferroviárias para o concelho, que são anunciados com pompa e circunstância. Estou mesmo a abordar a falta de atividade e dinamismo deste executivo para criar, desenvolver e implementar medidas para apoiar quem mais precisa numa fase de pandemia, em tempo real. Bom, para começar seria justo para com todos os Paredenses que se saiba a verdade sobre os idosos infetados no concelho e não que se tente esconder as situações, nomeadamente, os casos que ocorrem nos lares e centros sociais (quando se omite algo não se está a fazer com que o problema desapareça, muito menos quando se trata da saúde pública). Depois, seria também justo para com todos os Paredenses que não se estivesse à espera que Paredes se tornasse num dos concelhos mais afetados do país, para que quase como por magia se decida adotar medidas avulso para tentar conter o n.º de infetados. Isto de implementar medidas corretivas em detrimento de medidas preventivas, é, no mínimo de lamentar.

A 2ª fase da pandemia está já a decorrer e todos os esforços são necessários para que a nossa saúde seja mantida, bem como, a saúde de todos o que nos são próximos – nomeadamente, os idosos. Por vezes, eles podem não compreender a necessidade e importância das medidas de proteção que devem aplicar e cumprir, no entanto, cabe a cada um de nós lhes fazer ver o quão importante é a sua saúde.

Afinal de contas, queremos tê-los por perto durante muitos e bons anos!

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