O PSD de Paredes realizou no passado dia 27 de Março uma conferência de imprensa de apresentação do seu candidato cabeça de lista à Câmara Municipal de Paredes.

Após validação pelas estruturas distritais e nacionais, a escolha recaiu em Ricardo Sousa, atual Presidente da Comissão Política Concelhia.

Na organização deste evento foram tidas em conta todas as recomendação da Direcção Geral de Saúde, no que toca a distanciamentos, uso de máscara e desinfeção.

Mas, afinal, quem é Ricardo Sousa?

É um empresário/ gestor paredense, natural de Rebordosa, que teve sempre uma vida ligada ao seu concelho, desde o seu percurso académico, profissional, cívico e político.

Ainda nos bancos da escola, iniciou-se nas lides do associativismo juvenil, integrando a Associação de Estudantes e praticou várias modalidades desportivas: Ciclismo, karaté e futebol, neste último caso atleta federado no Aliados de Lordelo, clube onde mais tarde foi também diretor num escalão de formação.

Convidado a presidir à Promov - Associação Social Cultural e Recreativa, foi também presidente da Comissão de Festas de Rebordosa em 2016.

Filiado no PSD há mais de 25 anos, foi Presidente do núcleo da Comissão Política da JSD de Rebordosa, membro da Comissão Política da JSD Paredes e, posteriormente, Presidente deste órgão.

Integrou a Comissão Política Distrital da JSD Porto vários mandatos e a Assembleia Distrital.

A nível concelhio, desempenhou as funções de Secretário da Mesa da Assembleia Municipal de Paredes e foi líder do grupo parlamentar da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Paredes.

Em 2018, aceitou o desafio de liderar o PSD Paredes.

Define-se como defensor de uma atitude reformista e humanista onde a transformação da sociedade, com vista a uma maior justiça social, no quadro das instituições existentes, através de alterações legislativas sucessivas democraticamente estabelecidas. Resulta daqui uma preocupação em servir as necessidades humanas e daí o lema da sua campanha e promessa de atuação futura que é: “PRIMEIRO AS PESSOAS”

Ricardo Sousa e o PSD de Paredes estão focados em lutar por condições que são a base mínima da dignidade humana: a Saúde, a Habitação Social, a Educação, o Emprego e o Desenvolvimento.

Este rol de prioridades surge claramente em contraponto a uma política de obras que não vão ao encontro da real necessidade dos munícipes, como as que constam do “manifesto eleitoral”, com o título “Paredes é obra!", onde, ao longo de 84 páginas de excelente qualidade gráfica refira-se, entre obras concluídas, em curso ou a iniciar, não encontramos nenhum exemplo que sequer indicie uma preocupação com a habitação social, quando sabemos que existem carências a diversos níveis.

Contrariamente ao que alguma comunicação social foi avançando, Ricardo Sousa e o PSD de Paredes estão confiantes numa votação que lhe permita colocar as pessoas no centro da atividade municipal e fazer de Paredes um Concelho de referência para viver, tirando partido das excelentes acessibilidades de que dispõe.

Há quarenta anos, completados em 4-12-1980, falecia Sá Carneiro em acidente de aviação que, ainda hoje continua a suscitar dúvidas sobre a sua causa.

Na última Assembleia Municipal a bancada do PSD, depois de uma longa exposição dos motivos efetuada pelo seu líder, abandonou a sessão.

Não vamos entrar na discussão dos motivos, porque são amplamente conhecidos, mas não podemos deixar passar em claro as reações profundamente ofensivas, principalmente a do Snr. Deputado Cristiano Ribeiro, que, não satisfeito ainda, publicou um artigo no Progresso de Paredes do dia 8 de Janeiro.

Na Assembleia que o PSD abandonou, mas que não deixou de seguir a sessão pelos meios disponíveis (redes socias), estranhou-se a forma como o Snr. Deputado se apressou a reagir. Por um lado parecia estar a reagir “a quente” mas, por outro, deu a entender que já sabia do que se ia passar ao referir:

- “tinha a impressão que ia assistir a um sujo golpe de estado”.

- “Sinto fantasmas da gestão anterior”.

Não foi, portanto, uma reação momentânea, mas pensada com tempo e com alguma finalidade que não descortinamos.

Referiu-se às exigências de informação como atitude de “sentido pidesco policial” como se as informações pedidas não fossem legítimas e necessárias nos termos do Artigo 2º - Competências de apreciação e fiscalização, do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes.

Mais referiu que aquilo a que assistiu foi uma GAROTADA, e que os vereadores “foram atrás da garotice”. Esperava que “a comunicação social dê registo do que aconteceu”.

Contrariamente ao que era seu manifesto desejo, a comunicação social apenas se referiu ao facto do abandono e não emitiu juizos de valor sobre os motivos claramente expostos na intervenção incial do líder da bancada do PSD.

Não satisfeito com isso, o Snr. Deputado refere no artigo publicado no Progresso de Paredes sob o título GAROTAGE, e passo a citar:

- Foi um golpe “que se revelou ser sómente infantil”;

- As exigências do PSD “mais parecia o dossiê Casa Pia”;

- “Estamos perante uma garotagem... Que não esconde a cumplicidade da Bewater”;

- “…que não esconde a cumplicidade com os atos do passado”;

- “Que não esconde a permissividade com a influência da extrema direita renascida”;

- “O responsável local do Chega aparece como putativo “treinador” das lideranças do PSD e do CDS”;

- “A CDU não passa cheques em branco... não toleraremos as pedras do caminho que o PSD ou outrem queira colocar.”

O Snr. Deputado ofendeu um partido e todos os seus militantes que ao longo dos anos lhe deram o seu voto para os representar. Mesmo nas eleições de 2017, e com todo o desgaste de poder ao longo dos últimos anos, o PSD perdeu apenas 3,3% dos votos relativamente a 2013, enquanto que o PCP-PEV, que o snr. Deputado representa, perdeu, no mesmo período, 46,7% dos votos.

É claro que este PSD não renega os atos do passado. Tudo tem o seu tempo e só quem tem que fazer é que tem que fazer escolhas, dentro das condições do momento, mas sempre tendo em vista a satisfação das necessidades dos habitantes do território que gere.

O PSD, no executivo anterior, não tinha uma maioria, como o PS tem atualmente, não necessitando, por isso, de uma especie de “geringonça” com o PCP-PEV.

O Sr. Deputado ao utlizar os termos “GAROTADA”, (sem a necessária chamada de atenção do Snr. Presidente em exercício da Assembleia como deveria ter acontecido), e “GAROTAGEM” na publicação referida ofendeu:

- Jovens deputados com percursos académicos relevantes, dedicados em atividades profissionais dignas e de responsabilidade, dispostos a servir a população de Paredes com a voluntaridade que os caracteriza;

- Deputados com longos passados de respeito e dignidade, cumpridores e merecedores da consideração de todos;

- Presidentes de Junta de Freguesia que, dia a dia, 24 horas por dia, se dedicam, muitas vezes sem o devido reconhecimento, a satisfazer os mais elementares anseios de todos os seus fregueses, sejam ou não seus eleitores.

Relativamente ao contrato com a Bewater, gostariamos que ficasse claro que o PSD também defende o seu fim. A divergência está na forma: resgate, com pagamento de indemnização à Bewater, como acabou por ser decidido na referida assembleia ou denúncia do contrato por parte do Munícípio com pedido de indemnização à Bewater. Tudo o que seja dito em contrário é pura especulação.