Portugal contratualizou a compra de 22 milhões de doses de vacinas para a Covid-19. A Moderna adianta pedir autorização à FDA para começar a administrar vacinas.

Durante o comentário realizado pelo ex-líder social-democrata e atual comentador, Luís Marques Mendes, foi anunciado que Portugal irá receber "cerca de 22 milhões" de doses de vacinas contra a Covid-19. Foi ainda referido que o país começará a receber as doses em janeiro e que "haverá vacinas para todos os portugueses", sendo a própria "universal e gratuita para todos os portugueses".

Ao longo do seu comentário semanal, este domingo, Marques Mendes revelou que o país deverá receber seis vacinas diferentes, contabilizando-se 4,5 milhões de doses da vacina produzida pela Pfizer; 6,9 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford; 4,5 milhões de doses da Johnson&Johnson; 1,9 milhões de doses da Moderna e 4 milhões da Curevac.

Ao mesmo tempo, o comentador realça que as vacinas chegarão "ao mesmo tempo que em qualquer outro país da União Europeia (UE)", uma vez que a UE fez contratos com todas as vacinas mencionadas acima.

De momento, a Agência Europeia de Medicamentos está a avaliar três destas vacinas, a Pfizer, a de Oxford e a Moderna, todas elas com um grau de eficácia muito acentuado, na ordem dos 90%.

O Governo confirmou, perante a situação da distribuição de vacinas, que os primeiros a serem vacinados serão "os idosos, residentes dos lares, profissionais dos lares, profissionais de saúde, forças de segurança e agentes da proteção civil", afirmou Marques Mendes.

 

Autorização da vacina Moderna

Em declarações à CNBC, a Moderna afirmou que pedirá uma autorização de emergência à Food and Drug Administration (FDA) para começar a administrar a vacina contra a Covid-19 já em dezembro.

Segundo a CNBC, esta será a “segunda farmacêutica a pedir a autorização de emergência à FDA” sendo que, até ao momento, a Moderna já avaliou 196 infeções confirmadas por Covid-19 a 3 mil pacientes do estudo em estágio final. A empresa refere que “185 casos de Covid foram observados no grupo de placebo contra 11 casos observados no grupo que recebeu a vacina”, acrescentando que “isso resultou numa eficácia estimada de 94,1% de eficácia”.

A Moderna afirma ainda que a eficácia da vacina foi consistente em todas as idades, raça e sexo, sendo que, nos 196 casos confirmados, houve a inclusão de 33 adultos com mais de 65 anos, 42 pessoas negras, latinas e de diversas outras comunidades. É ainda realçado que a vacina foi bem tolerada, embora tenha alguns efeitos colaterais como é o caso da fadiga, dores musculares e de cabeça e no local da injeção.

Por outro lado, de acordo com as declarações prestadas ao Jornal de Notícias, o plano de vacinação Covid-19 será apresentado ainda esta semana, tendo sido agendada uma reunião para esta quarta-feira, dia 2 de dezembro, entre ministros da saúde europeus com vista a discutirem uma resposta à situação pandémica atual.

 

 

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