A Ordem dos Médicos defende que os 140 mil cidadãos que estarão nas mesas de voto no dia das eleições presidenciais, a realizar a 24 de janeiro, deviam ser estados à Covid-19.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, defendeu que os 140 mil cidadãos que estarão nas mesas de voto nas eleições presidenciais, no próximo domingo, deviam ser testados à covid-19 de forma a garantir a proteção necessária.

Tendo em conta o aumento de novos casos de infeção por Covid-19, bem como o aumento do número de óbitos de dia para dia, o bastonário da Ordem dos Médicos profere no parlamento, segundo a RTP, que "em termos de eleições presidenciais vamos ter uma situação complexa porque se cada candidato a presidente tiver o seu representante, e tem direito a isso, no dia de eleições quer dizer que vamos ter quase 140 mil cidadãos nas mesas, para além das pessoas que vão votar um milhão, dois milhões".

Além deste problema, surge a questão dos “aglomerados de pessoas”, constituintes de um foco de preocupação.

De acordo com Miguel Guimarães “mesmo que as pessoas estejam protegidas, ou aparentemente protegidas, porque infelizmente muita gente continua a não usar máscara de forma adequada e isso é de facto um problema, portanto nós achamos, que seria interessante fazer testes rápidos aos 140 mil cidadãos que vão estar nas mesas para de alguma forma garantir que as pessoas não estejam infetadas e possa haver uma proteção adicional para quem vai trabalhar o dia inteiro”, adianta a RTP.

É neste sentido que várias autarquias preparam testes de rastreio para os elementos das mesas de voto, como é o caso dos Presidentes de Junta eleitos pelo PSD de Paços de Ferreira, que se comprometem a garantir a realização de testes rápidos aos elementos das mesas de voto das suas freguesias, como noticiado pelo EMISSOR, ontem.

Tal como o PSD de Paços de Ferreira, a Junta de Freguesia de Vilela compromete-se a garantir, em conjunto com a Cruz Vermelha da Sobreira, a testagem de todos os membros das mesas de votos, de acordo com o PSD de Vilela “por forma a garantir a maior segurança de toda a sua população”, acrescentando que “atendendo aos números de contagio verificado nos últimos dias e às medidas rigorosas de confinamento impostas recentemente, consideramos ser uma total inconsciência tanto a realização deste ato eleitoral neste período e mais ainda a ausência total de medidas excecionais para reforçar a segurança”.

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