A Federação Nacional da Educação adianta, com base em dados recolhidos ao nível nacional que o bem-estar dos alunos do pré-escolar e 1º ciclo melhorou face ao regresso ao ensino presencial. A FNE considera significativo que 37% dos docentes refiram que os alunos não cumprem com as regras de segurança.

A Federação Nacional da Educação (FNE) adianta, em nota, que quase “60% dos educadores de infância e professores do 1º ciclo consideram que o bem-estar e a saúde mental dos seus alunos melhoraram com o regresso ao ensino presencial”. Um terço dos profissionais assinalou que o próprio bem-estar também melhorou face às circunstâncias e 13,6% considerou encontrar-se numa situação pior.

A FNE já é capaz de apresentar dados obtidos através de uma consulta nacional sobre as condições em que o regresso presencial está a decorrer no âmbito da Educação Pré-Escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico, para docentes e não docentes.

Com base nesses mesmos dados, a FNE adianta que 32,8% dos docentes regista que o bem-estar e saúde mental melhoro com o regresso à atividade letiva; 13,6% considera encontrar-se pior no que diz respeito à saúde mental com este regresso; 58% dos docentes assumem que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhoraram com o regresso ao ensino presencial e 92% do número total de docentes consideram que os alunos se adaptaram ao regresso às escolas.

No que diz respeito ao cumprimento das regras de segurança nas escolas por parte dos alunos, a FNE avança como significativo que 37% dos docentes refira que os alunos “não estão a cumpri-las”, acrescentando que este dado é confirmado por mais de 80% dos inquiridos que “consideram que o distanciamento social não é respeitado”. Existe uma parte, cerca de 52%, que referem a fala de uso de máscara facial nos espaços comuns.

Estes dados dizem apenas respeito aos alunos que voltaram para a escola, ou seja, os do pré-escolar e do 1º ciclo.

 

Preocupações dos docentes e não docentes

As maiores preocupações apresentadas por parte dos docentes com a atividade profissional, sendo elas, em primeiro lugar, a saúde e a segurança no local de trabalho; o impacto da pandemia na saúde mental dos alunos e o excesso de trabalho.

Por outro lado, os não docentes apresentam como maiores preocupações a saúde e segurança no local de trabalho; o excesso e trabalho e o comportamento dos alunos, a remuneração e a avaliação de desemprenho.

 

A FNE acrescenta que estes dados foram uma apreciação da reação ao processo de vacinação, tendo sido registados “muitos sinais de preocupação e insegurança, embora, na maioria dos casos, se verifique a disponibilidade para a vacinação e uma expetativa positiva em relação ao futuro da normalidade da atividade escolar”. Neste sentido, a FNE refere a “necessidade de investimento na melhoria das condições que permitam o bem-estar emocional de todos quantos trabalham nas escolas, bem como a necessidade de se insistir na continuação do cumprimento de todas as normas de conduta que protejam a saúde pública”.

 

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