A Federação Nacional da Educação considera “irresponsável adiar, por mais tempo, a vacinação de docentes e não docentes do ensino superior”

A maioria dos professores do ensino secundário assinalam “excesso de trabalho como uma das suas mais fortes preocupações na atualidade, enquanto os professores do ensino superior referem o facto de não terem sido vacinados”, avança a Federação Nacional da Educação (FNE) em nota.

As conclusões retiradas pela FNE, após ter realizado uma estatística que envolveu mais de 3 mil docentes e não docentes, deram a conhecer as condições em que decorreu o regresso ao ensino presencial naqueles dois níveis de ensino. Numa primeira análise dos resultados, a FNE apurou que 54,8% dos professores referem “o excesso de trabalho, logo a seguir à saúde mental e o bem-estar (58,7%)”.

De acordo com as razões invocadas para esta preocupação, a FNE diz ser necessário “que os professores tenham mais tempo para se dedicar à prática letiva, em vez de serem «bombardeados» com emails e solicitações burocráticas, permitindo que se possam centrar na recuperação das aprendizagens dos alunos ‘sem nos massacrarem’”, avança.

A apreciação realizada por parte dos docentes com o regresso à atividade letiva presencial, avança que 30% melhorou e apenas 18,1% refere ter piorado.

A FNE assinala, também, o facto de muitos docentes do ensino secundário terem aproveitado para deixar uma mensagem crítica relativa ao impacto negativo que representa a avaliação de desempenho e constrangimentos.

Em relação ao sentimento de segurança no trabalho com os alunos, assinala-se que 28,9% dos inquiridos afirma não se sentir seguro, ao invés de 37,7% entre os docentes dos 2º e 3º ciclos.

Em questão, associava-se o índice de cumprimento pelos alunos das regras de segurança determinadas, havendo agora 51,8% dos docentes do ensino secundário e 30% dos docentes do ensino superior a referir a inexistência de tal cumprimento.

No que diz respeito às medidas não cumpridas, a FNE avança que “91,8% dos docentes refere o não distanciamento físico, dentro e fora das salas de aula, 48,1% a não utilização de máscara fora da sala de aula e 36,4% assinala a falta de higienização das mãos”. Neste sentido, é ainda referido que os maiores problemas surgem “fora das instituições de ensino, quando os estudantes se juntam em cafés e esplanadas, sem o menor distanciamento”, acrescentando ainda “a partilha de material e até de alimentos e bebidas”.

A FNE sublinha que ainda que existe “uma percentagem de docentes do ensino superior (26,4%) que respondeu não ter sido vacinada, por não estar abrangida pela prioridade de vacinação”. A Federação avança a importância da vacinação ser cumprida, considerando “irresponsável adiar, por mais tempo, a vacinação de docentes e não docentes do ensino superior”.

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