PSD de Paços de Ferreira: “Autarquia parece manter-se alheia aos trágicos números de violência no seio das famílias pacenses"
O presidente da concelhia do PSD de Paços de Ferreira foi crítico com a Câmara Municipal sobre a política defesa pelas vítimas de violência doméstica verificadas no concelho. Joaquim Pinto entende que a autarquia pratica “ações de âmbito social assentes em foguetório e sem resultados palpáveis”.
O líder social-democrata de Paços de Ferreira aproveitou a conferência ‘Vidas Rasgadas’ sobre a violência doméstica para criticar a política adotada pelo executivo municipal sobre esta matéria. “Temos uma autarquia que aposta em ações de âmbito social assentes em foguetório e sem resultados palpáveis, dos quais são exemplo o Cartão Municipal Sénior ou de Juventude, com pouca adesão, e descura o essencial, parecendo manter-se alheia aos trágicos números de violência no seio das famílias pacenses”, referiu Joaquim Pinto, lembrando depois as estatísticas conhecidas acerca da violência doméstica em Paços de Ferreira, que são “um foco de preocupação”. Nesse sentido, o vereador da oposição vai solicitar ao Presidente da autarquia na Reunião de Câmara, a apresentação dos “resultados decorrentes dos recursos públicos municipais que andam a ser direcionados para este tema".
Estas declarações foram proferidas à margem da conferência organizada pelas Mulheres Sociais Democratas (MSD) de Paços de Ferreira, que decorreu na sala de conferências do núcleo de Frazão da Cruz Vermelha Portuguesa. ‘Vidas Rasgadas’ contou com a moderação de Carla Barros, deputada da Assembleia da República e Presidente da Comissão Política Distrital dos Trabalhadores Sociais Democratas do Porto, e contou com a participação dos oradores, Manuel Albano, especialista na área da Violência Doméstica e Rui Teixeira, advogado com intensa atividade neste tema.
No final da conferência foi realizado um workshop de técnicas de defesa pessoal apresentado pelo mestre Tiago e alguns elementos da sua academia.
Célia Carneiro, coordenadora das MSD de Paços de Ferreira, justificou a escolha deste tema para a realização da conferência porque reflete o facto de retratar um assunto que “infelizmente, é bem atual e acontece muitas vezes bem próximo de todos nós”, concluiu.
