O CDS-PP Paredes revelou estar contra a construção de um bairro social no centro da cidade, aprovada na última assembleia municipal. Os centristas entendem que esta medida desrespeita a “comunidade cigana e toda a população da cidade de Paredes”.

O CDS-PP demonstrou estar contra a construção de um novo bairro social para acolher a comunidade cigana que está instalada no chamado Tanque de Valbom, na cidade de Paredes. A construção de mais um bairro social no centro da cidade de Paredes foi aprovada na última Assembleia Municipal e, no entender do CDS/PP, “a deliberação não respeita os preceitos legais e desrespeita a comunidade cigana e toda a população da cidade de Paredes”. E justifica: “O documento viola várias disposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Convenção Europeia dos Direitos Humanos e da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. O PS/Paredes anuncia querer integrar a comunidade cigana instalada atrás da autarquia, mas os objetivos são manifestamente obscuros e prendem-se, por ora, com a satisfação de negócios particulares. O que o PS está a fazer é apenas mais um negócio especulativo porque, ao invés de obrigar o proprietário dos terrenos em situação ilegal a pagar as coimas que nunca lhe foram cobradas, pelo contrário oferece-lhe um jackpot de mais de 500.000 (meio milhão) de euros como prémio pelas ilegalidades cometidas e consentidas pelo executivo municipal. Aliás, a própria autarquia possui terrenos próprios e públicos confinantes com os que agora comprou.

Este documento viola o estipulado na lei e ignora as mais elementares regras de integração das minorias porque: Não ouviu os representantes da comunidade ali instalada; Não ouviu a Assembleia de Freguesia de Paredes, parte também interessada em todo o processo; Não ouviu os moradores do Bairro do Sonho contíguo aos terrenos em causa; Não ouviu os habitantes da cidade; Viola as regras mais elementares das caraterísticas arquitetónicas para este tipo de construções; O PS pretende juntar no mesmo espaço a comunidade cigana e trazer de todo o concelho todas as famílias que vivem em condições de indignidade ignorando a diversidade cultural e promovendo a discriminação das partes interessadas; A concentração, no mesmo espaço, de comunidades culturalmente distintas e de outros agregados familiares em situação de pobreza extrema não integra ninguém e discrimina todos”, pode ler-se no comunicado.

O CDS Paredes acusa Alexandre Almeida, presidente da Câmara Municipal de Paredes, de “mentir descaradamente à população quando afirma que a comunidade cigana deve ficar ali instalada porque já está ali “enraizada”, mas ignora o “desenraizamento” das famílias de todo o concelho em precariedade habitacional que Alexandre Almeida pretende trazer e instalar também no mesmo bairro”.

Acrescenta que “o CDS lutará sempre pela reinstalação em condições dignas da comunidade cigana e das famílias do concelho em indignidade habitacional, mas distinguirá sempre entre “reinstalar” e “ocupar para instalar”. O CDS nunca aceitará que se discrimine a população de etnia cigana e as famílias mais pobres confinando-as num mesmo espaço como se de gueto se tratasse. O CDS também não concorda que o centro da cidade, sede do concelho de Paredes, seja o território escolhido para a instalação de mais bairros sociais que transformariam o espaço mais nobre do concelho de Paredes numa montra de pobreza cujos resultados seriam uma exposição permanente e discriminatória das populações mais pobres e socialmente mais frágeis”. 

O CDS/Paredes vai analisar a legalidade do documento e pondera a realização de um referendo local que dê voz a todos os habitantes da cidade.

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