O médico e deputado na Assembleia da República, Ricardo Baptista Leite, esteve à conversa com o líder do PSD Paredes, Ricardo Sousa, para abordar temas relacionados com a COVD-19 e a legionella.

Ricardo Baptista Leite referiu-se à situação da Covid-19 no país, mostrando-se preocupado com a situação na Área Metropolitana de Lisboa, que tem prejudicado o turismo em Portugal, com graves implicações na economia do país. Para este especialista em saúde pública, é importante seguir uma política de isolamento imediato de todos os casos, para além do controle das entradas no país. “Se não o fizermos e houver nova vaga, se estes procedimentos não estiverem mecanizados, podemos estar numa situação em que a nossa economia e a sociedade ficarão comprometidas”, diz. 

Ricardo Baptista Leite refere que não pode voltar a acontecer o que sucedeu no início do ano, na altura em que os partidos estavam todos preocupados em discutir o orçamento. O PSD, porém, tinha já outra preocupação: “Em janeiro, foi o único partido a fazer um requerimento para que fosse entregue um plano de contingência a nível nacional. O governo respondeu no dia 9 de março. Foi tempo que se perdeu”, lamenta. 

 “Não podemos voltar a fechar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)” 

O investimento na prevenção é crucial, segundo este médico, também para evitar o que aconteceu no passado, em que foram adiadas consultas e cirurgias, algumas das quais em doentes oncológicos. “Não podemos voltar a fechar o SNS por causa da Covid”, avisa. 

Quanto à tão desejada vacina, há esperanças de que possa surgir no próximo ano, havendo países que começam já a fazer pré-encomendas. “Portugal merece estar na linha da frente. Preocupa-me que Portugal ainda não tenha tomado um passo firme para estar no pelotão da frente para a vacinação”, afirma, acrescentando que “isto não vai lá com respostas em cima do joelho”. 

Caso legionella: “é preciso clareza e transparência na transmissão dos dados” 

A conversa não passou ao lado do caso legionella, a bactéria detetada em Recarei, no Complexo Desportivo Rota dos Móveis, com o médico a referir a importância de uma “regra básica” a seguir nestes casos: atuar com clareza e transparência na transmissão dos dados, pois “transparência gera confiança”. “O que aconteceu denota sinais preocupantes. Fica a sensação de que nem tudo foi feito”, diz.  

O controle da legionella, tal como da Covid, “depende da nossa capacidade de identificar precocemente e atuar”, sustenta, referindo ainda que no caso da bactéria legionella as vistorias são essenciais, principalmente em locais que ficaram vários meses fechados. 

Ricardo Sousa iniciou este debate por enaltecer o trabalho “inexcedível” dos presidentes de junta do PSD, que, “ao contrário do executivo camarário”, tentaram atenuar as consequências nefastas da pandemia na vida dos Paredenses, doando máscaras, ajudando os mais velhos e desfavorecidos e informando a população.  “O Município foi muito leve no que diz respeito a medidas para atenuar as consequências da Covid, pouco fez para ajudar as pessoas. Não investiu o necessário”, referiu.

 c/GI PSD Paredes

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