O PSD de Paços de Ferreira acusou o executivo da Câmara Municipal de ter perdido dinheiros públicos na ordem dos 110 mil euros/mês na sequência da penalização do Estado por não ter em vigor um Plano Municipal de Defesa da Floresta. Os sociais-democratas exigem uma explicação na próxima assembleia municipal.

Em nota de imprensa, o PSD de Paços de Ferreira deixou uma série de considerações ao executivo municipal, na expetativa de serem respondidas, no que diz respeito ao seguimento das notícias vindas a público relacionadas com o atual estado do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), no qual “ficamos a conhecer que Paços de Ferreira é um dos três concelhos do país que serão penalizados, por não terem dado o devido andamento ao processo”.

Nesse sentido, os vereadores do PSD na Câmara Municipal exigem que “este processo seja totalmente ultrapassado na próxima reunião da Assembleia Municipal a decorrer em setembro de 2019” e entende que “o atraso na apresentação deste processo deve-se em exclusivo à incompetência e falta de rigor do Executivo do Partido Socialista, ainda por cima, ocorrido no ano apelidado por estes mesmos elementos do executivo de Ano Municipal de Ambiente e da Cidadania, o que torna todo este cenário ainda mais grave; este processo contraria, em absoluto, a retórica do rigor e das boas práticas da gestão pública propagandeado pelo Partido Socialista de Paços de Ferreira”. Os sociais democratas acrescentam ainda que “com a revelação desta última ‘verdade’ viveriam os habitantes do nosso concelho muito bem caso não fosse motivo de perda de dinheiros públicos que, pelas nossas contas, se aproximam de 110.000€/mês”.

Estas exigências surgiram depois de terem sido colocadas algumas questões ao executivo municipal, na última reunião de Câmara realizada a 20 de agosto, e que, segundo o partido, não foram respondidas de forma satisfatória.

“Qual o valor mensal de retenção do valor do Fundo de Estabilização Financeira a que a Câmara Municipal se encontra sujeita por esta incapacidade de dar resposta a um procedimento obrigatório? Considerando que decorreram mais de 6 meses desde que os Vereadores do PSD questionaram o Sr. Presidente de Câmara Municipal, numa sessão ordinária do Executivo Municipal, sobre o motivo pelo qual o PMDFCI ainda não se encontrava em vigor (o Sr. Presidente de Câmara justificou à data o atraso com o período de maternidade que foi gozado pela Comandante Operacional Municipal), porque é que a Câmara Municipal não diligenciou para que este documento fosse apresentado e votado nas instâncias indicadas (Assembleia Municipal)? Porque é que o prazo de 31 de março de 2019, dado pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF), para apresentação deste documento não foi respeitando, mesmo sabendo que estariam em causa penalizações de âmbito financeiro? Está o atual executivo capacitado para submeter este documento a aprovação da Assembleia Municipal ordinária que decorrerá no mês de setembro de forma a limitar estas penalizações?”

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