O Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Tâmega III – Vale do Sousa Norte (Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira) reuniu na passada sexta-feira, dia 24, em Lousada, com o objetivo de fazer o ponto da situação epidemiológica da região da Covid-19.

Uma das conclusões retiradas deste encontro foi que “os dados estão estáveis não havendo aumentos significativos nas últimas semana”, como teve oportunidade de destacar o Vereador da Saúde, Nélson Oliveira. No entanto, é destacada, mais uma vez, a importância extrema de todos assumirem um papel ativo na prevenção.

Dos vários pontos abordados durante a reunião, destaque para algumas solicitações por parte do Vereador da Saúde da Câmara de Lousada que destacou a necessidade de “uma maior celeridade no reagendamento das consultas em atraso, sabendo que é previsível que em setembro a normalidade possa estar restabelecida, a urgência na retoma dos atestados de incapacidade multiusos e a melhoria da comunicação/informação dos serviços de atendimento junto dos utentes”. Nélson Oliveira destacou ainda “o empenho na colaboração que tem existido entre a autarquia e as instituições de saúde, em particular na contínua luta contra a pandemia, em que é mais do que justo fazer um enorme agradecimento pelo empenho e profissionalismo dos profissionais de saúde deste ACeS nesta fase de intenso trabalho”.

Um outro exemplo apresentado foi a situação junto dos idosos que vivem nos dois lares da Santa Casa da Misericórdia e que foram protegidos desde o primeiro momento. Os funcionários fizeram turnos semanais para que não houvesse perigo de transmissão do exterior para esta população muito mais vulnerável.

“No final de setembro espera-se que 87% da atividade já esteja em funcionamento”

O Diretor do ACeS, Hugo Lopes, começou a sua intervenção com uma palavra à comunidade na forma como tem lidado com toda esta situação, deixando ainda a recomendação para que não se baixe a guarda, pois o vírus continua a circular na comunidade.

O trabalho do ACeS está a ser efetuado com a antecipação possível e nesse sentido estão a ser implementadas diversas alterações ao funcionamento das Unidades de Saúde Familiar. Exemplo disso é “o acompanhamento que está a ser efetuado pelo médico de família aos utentes infetados que estão a fazer a convalescença em casa. A teleconsulta vai ser uma realidade mais frequente para que a população, nomeadamente a mais frágil, não tenha de ser deslocação à USF, sobretudo na época gripal, no início do outono. Neste sentido vai ser necessária a colaboração das entidades locais das freguesias no sentido de sensibilizar a população para evitar deslocações desnecessárias ao Centro de Saúde, para aspetos burocráticos”. O Diretor do ACeS admitiu ainda que existem dificuldades na comunicação e atendimento telefónico, mas que tudo está a ser feito para minorar esta situação.

Também a desmaterialização ao nível da documentação é um dos objetivos, evitando as deslocações dos utentes às USF, passando a ser efetuado via eletrónica, também aqui com o apoio das entidades de locais.

De acordo com Hugo Lopes “no final de setembro espera-se que 87% da atividade que tinha sido suspensa esteja já em funcionamento ao nível das Unidades de Saúde Familiar”.

Na sua intervenção, Hugo Lopes destacou ainda os vários fatores que contribuíram para que os números de infetados neste ACES fosse tão alto. O facto de ser uma zona fortemente industrializada, de ter uma taxa de desemprego baixa, de ter uma elevada densidade populacional e com muita população jovem foram determinantes para que os números disparassem.

GI/CM Lousada

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