A Distrital PSD/Porto criticou duramente os presidentes das autarquias de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras pelo aumento exponencial dos casos de COVID-19 nestas localidades. A presença do Primeiro-Ministro foi “um puxão de orelhas” aos autarcas.

A Comissão Política Distrital do PSD Porto entende que a deslocação de António Costa a Paços de Ferreira “só pode ser entendida como um ‘puxão de orelhas’, que apenas peca por tardio, uma vez que esta é a região do país com mais casos por 100.000 habitantes e era público e notório, nos últimos dias, o pânico e o desnorte das autoridades sanitárias e municipais, quer pela adoção de medidas contraditórias, quer pelo discurso errante e incoerente”, considerando ainda as declarações do diretor executivo do ACeS Tâmega III, Hugo Lopes, de “absolutamente irresponsáveis, sem nexo e negligentes”. Recorde-se que Hugo Lopes justificou o aparecimento de 944 casos nos últimos 7 dias, com “ligações familiares” e o PSD entende ser uma “justificação bizarra e, no mínimo, pouco séria, de alguém que é o responsável máximo pela gestão da situação pandémica na região e que, no meio de uma emergência, parece estar atarantado a gerir o caos”, lamentando ainda desconhecer a existência de um plano de contingência entre o ACeS e as Associações Empresariais. “Qualquer presidente de Câmara minimamente diligente teria acionado este mecanismo, senão antes, logo a seguir ao levantamento do estado de emergência”.

Os sociais-democratas criticam ainda Humberto Brito pelo aumento de casos verificados em Paços de Ferreira. “Se a evolução do número de infetados neste concelho era o maior da região, hoje constatamos que o número total de novos casos em Paços de Ferreira é o 3.º maior de todo o país, só superado pelos municípios de Lisboa e Sintra.

Infelizmente, Paços de Ferreira já antes tinha sido notícia por uma situação caricata. O presidente da Câmara Municipal, Humberto Brito, responsável máximo pela proteção civil do concelho, foi indiciado numa investigação pelo Ministério Público, por alegado desrespeito da obrigação de isolamento, após lhe ter sido diagnosticado Covid-19. Agora, volta a ser notícia pelas piores razões”, lembrou o PSD.

“Em Lousada, a Câmara Municipal também não tem tido, nem capacidade, nem iniciativa, para implementar as medidas preventivas e agilizar os procedimentos, entre entidades, perante uma situação de calamidade local verdadeiramente excecional. Cada dia, uma informação diferente, consoante os interlocutores. Perante uma suspeita de infeção, tão depressa impõem o isolamento profilático, como logo a seguir aconselham o regresso ao trabalho, induzindo a confusão nas populações e semeando a descrença na autoridade de saúde local.

A situação de Felgueiras também não é melhor. O executivo municipal permanece confinado, deixando à deriva os Centros de Saúde, sobretudo nas diligências que se impunham junto do ACeS. Por exemplo, o deficiente atendimento do Centro de Saúde de Marco de Simães, nos últimos meses corresponde, na prática, a um encerramento, sobrecarregando o da Serrinha. A Câmara Municipal falhou também redondamente nos planos de contingência e na adoção de medidas sanitárias e de saúde pública, sendo completamente omissa no apoio à vacinação e, mais grave, na sobrelotação nos transportes escolares.

Apesar da desorientação em que labora, é um imperativo de consciência que o Governo, com carácter de urgência, reforce os meios e decrete medidas de maior alcance e eficácia, como o aumento da capacidade de testagem e de inquéritos epidemiológicos. Também é urgente conferir prioridade a esta região, para interromper as cadeias de transmissão e travar, de imediato, esta disseminação inusitada da doença Covid-19.

O nosso desejo é que o “puxão de orelhas” seja exemplar e o “corretivo” de rápida aplicação, a bem das populações”, concluiu a Distrital do PSD/Porto.

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