A falta de equipas de médicos e enfermeiros vai impedir a abertura do Hospital de Retaguarda, em Paços de Ferreira, que foi preparado para funcionar nas antigas instalações da Santa Casa da Misericórdia. A abertura estava prevista para segunda-feira, mas ARS Norte não se compromete com uma data para a entrada em funcionamento dos serviços.

Foi anunciado com algum mediatismo pelas autoridades de saúde e poder político local a abertura do Hospital de Retaguarda, em Paços de Ferreira, para segunda-feira, mas este serviço não vai arrancar, pelo menos para já. Isto porque faltam os recursos indispensáveis para o funcionamento do hospital: médicos e enfermeiros. A sobrecarga dos serviços hospitalares na região norte e a escassez de recursos humanos anteviam este problema, mas os responsáveis pela introdução da medida, que levou ao investimento na aquisição de material e melhorias das infraestruturas, esbarraram com a necessidade de encontrar equipas de profissionais que garantissem o funcionamento do hospital de retaguarda.

O Despacho do Governo n.º 10942-A/2020 refere que compete à Administração Regional de Saúde, em articulação com o hospital da área de referência, disponibilizar o pessoal médico e de enfermagem necessário ao acompanhamento das pessoas instaladas. Por isso, o EMISSOR contactou a Administração do Centro Hospital do Tâmega e Sousa para perceber como estava a ser feita a articulação com a ARS Norte, a qual respondeu que a “Estrutura de Apoio de Retaguarda, em Paços de Ferreira, não depende do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) e, por isso, não poderemos fazer qualquer comentário”.

O nosso jornal questionou também a ARS Norte para esclarecer como seria feito o recrutamento, mas não obteve qualquer resposta. No entanto, a mesma entidade, responsável pela contratação dos médicos e enfermeiros, respondeu à RTP que “está a envidar esforços para suprir as necessidades, mas deixa claro que não será possível abrir na segunda-feira nem se compromete com uma data”.

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