Desde setembro de 2020 que a região do Tâmega e Sousa tem sentido um aumento exponencial no que toca aos casos de infeção por Covid-19. Novas medidas já foram estipuladas e apresentadas pelo primeiro ministro, António Costa.

Desde o final de 2020 e início de 2021 que Portugal se mantem alerta face à situação pandémica agravada na qual o país se encontra. A região do Tâmega e Sousa não é exceção, uma vez que, desde outubro de 2020, Portugal tem sentido um aumento no número de casos de infeção e, os picos, situam-se nos meses de novembro, dezembro e janeiro, meses onde foram sendo estipuladas várias medidas de contenção.

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Neste momento, em plena segunda vaga, os concelhos do Tâmega e Sousa contabilizam um crescimento repentino de infetados desde setembro do ano passado, mês a partir do qual se começou a sentir um aumento de casos de infeção por Covid-19 na região, tal podemos verificar através dos números existentes na página da Direção-Geral de Saúde (DGS):

Tabela baseada nos números da Direção-Geral de Saúde (DGS)

 

Tendo em conta os dados acima, concluímos que, até 26 de outubro de 2020, houve menos casos na maioria dos concelhos em comparação com a incidência cumulativa de casos de infeção que existiu entre 30 de dezembro de 2020 e 12 de janeiro de 2021. Os únicos concelhos onde o número de infetados diminuiu foi Paços de Ferreira e Lousada, sendo que, os demais, sofreram um aumento de casos.

Apesar desta diferença, se recuarmos a setembro do ano passado, conseguimos perceber que o número de casos de infeção disparou entre setembro e outubro, sendo que, nessa altura, todos os concelhos registaram um aumento de casos de infeção.

Com base nas estatísticas publicadas no dia de ontem, por parte da DGS, confirmaram-se, ao nível nacional, 556.503 casos de infeção desde o início da pandemia. A par do aumento do número de infetados, foi igualmente possível verificar um aumento no número de óbitos, tendo sido registados 167 novos óbitos à data de ontem. O número de recuperados registados foi de 411.589.

A partir destes números, foram estabelecidas novas medidas, à data de ontem, por parte do primeiro ministro de Portugal, António Costa, uma vez que o país conta com um dos mais altos números de casos de infetados até ao momento, no mundo.

Assim sendo, foi estipulada a proibição de “venda ao postigo de qualquer estabelecimento não alimentar, como lojas de vestuário”; foi igualmente proibida a “venda ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés, nos estabelecimentos autorizados a take away”; além destes, é ainda proibida a “permanência e consumo de bens alimentares à porta dos estabelecimentos”.

A par destas proibições, serão ainda encerrados “todos os espaços de restauração em centros comerciais, mesmo take away”; são ainda proibidos os “saldos e promoções que promovam a deslocação de pessoas”, assim como a “permanência de pessoas em espaços públicos como jardins”, adianta o governo.

Relativamente ao trabalho, as deslocações para trabalho presencial “vão necessitar de declaração escrita da entidade patronal”; será limitado, ainda, “o acesso a zonas que convidam à concentração de pessoas, incluindo espaços para jogar ténis e padel”, bem como serão encerradas as “universidades seniores, centro de dia e centros de convívio”.

Por fim, as empresas com mais de 250 trabalhadores terão de “enviar nas próximas 48 horas à Autoridade para as Condições de Trabalho a lista nominal de todos os trabalhadores cujo trabalho presencial consideram indispensável”, será ainda proibida a “circulação entre concelhos ao fim-de-semana” e “todos os estabelecimentos de qualquer natureza devem encerrar as 20h à semana e às 13h ao fim-de-semana”, acrescentando-se a existência da exceção do “retalho alimentar que ao fim-de-semana se pode prolongar até às 17h”.

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