A bancada do Partido Socialista chumbou a proposta apresentada pelo PSD para a transmissão em direto das Assembleias Municipais. Sociais-democratas questionam do “que tem medo o PS?”.

O PSD Paços de Ferreira enviou um comunicado para demonstrar perplexidade sobre os motivos elencados pela bancada do PS para chumbar a proposta para a transmissão em direto das Assembleias Municipais, numa votação que, ainda assim, teve três abstenções da bancada socialista. “Foi feito o apelo, por parte do líder de bancada Miguel Martins, para que os senhores deputados e Presidentes de Junta eleitos pelo PS, refletissem em consciência se queriam ou não que os seus conterrâneos pudessem, via digital, assistir ao que naquela sala é debatido. Lamentavelmente, por parte da bancada do PS, essa reflexão não foi tida em conta, e estes disseram claramente com a expressão do seu voto contra, que não querem que os pacenses acedam ao que se discute em Assembleia Municipal”, lamentaram os sociais-democratas, para recordar depois a Lei 28/20 que “esvazia toda a retórica de aflição demonstrada pelo líder de bancada socialista, dr. Hugo Lopes, que revelou uma clara desorientação por ver que esta proposta poderia vir a ser acolhida e, a partir daquele momento, que todos os pacenses tivessem acesso ao que ali se discute”, sublinharam.

“Num mandato marcado pela demissão do Presidente da Assembleia Municipal, militante socialista de longa data, dr. Ricardo Pereira, que na hora da saída disse claramente “Deixei de ter confiança na Câmara Municipal” para justificar a sua demissão. Semanas após a saída do Vice-Presidente, dr. Paulo Sérgio Barbosa, sem justificações públicas, mas sendo do conhecimento público os seus desentendimentos com o sr. Presidente da autarquia, dr.

Humberto Brito, que terão conduzido à sua saída. Dias após ser noticiado que existem atas da Assembleia Municipal que estão em segredo de justiça”, acrescentou o comunicado.

“Num mandato político em que tudo isto acontece, o PS rejeita que o debate democrático possa chegar à casa de cada pacense. Este é mais um episódio lamentável, num turbulento mandato socialista. De que tem medo o PS? Por parte do PSD, pretendíamos com esta proposta (pela terceira vez!), que os nossos concidadãos tivessem acesso à casa da democracia, podendo desse modo, assistir ao debate político que ali acontece. Era só isso! Dar liberdade aos pacenses de assistirem, através das novas tecnologias, em direto ao que ali é discutido sobre o presente e futuro da nossa terra. O PS não quis dar essa liberdade aos nossos conterrâneos (pela terceira vez!)”, concluiu.

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