Manifestação irá cingir-se ao usufruto do “direito cívico, de uma forma única”, de forma a defender o “presente o futuro” dos comerciantes locais.

 Amanhã, de manhã, o Comércio Local de Paços de Ferreira sairá à rua em manifestação, tendo em conta os problemas que o setor “tem vindo a enfrentar com a constante implementação de medidas restritivas”, adianta uma carta aberta à qual o EMISSOR teve acesso.

A par das medidas impostas ao setor, não permitindo que o comércio local esteja aberto em horário e funcionamento normal, um grupo de proprietários de estabelecimentos do Comércio Local de Paços de Ferreira procurou, de uma forma espontânea, reunir-se e manifestar-se face à sua situação atual.

É referido, em carta aberta, que a manifestação se cinge ao usufruto do “direito cívico, de uma forma única, consciente e a tentar defender o nosso presente e futuro”, adiantando-se ainda que as medidas implementadas a 14 de janeiro, com a declaração de um novo Estado de Emergência, dificultou a subsistência dos estabelecimentos que “já se afigurava difícil” e, agora, é decretada “a sentença de morte”.

É ainda manifestado, ao longo da carta aberta, que a dureza das medidas que recaem sobre o setor, e que “permitem passar para o cidadão” a ideia de insegurança e “principal foco de contágio” no setor, é considerada, por parte dos manifestantes, “errada”, acrescentando-se que prova disso é o facto do setor de atividade ter um “índice de contágio diminuto, quando comparado a outros setores”, referem.

Adianta-se ainda que as imposições de confinamentos “não alteram a progressão do vírus” e, em contrapartida, “leva-se à falência e ao desemprego centenas de milhares de pessoas e pequenos negócios”. Neste sentido, é usada a expressão “não vai ficar tudo bem”, levantando a ideia de que, no futuro, “o estado deixará de estar em emergência, mas o seu povo irá passar para um estado de emergência”.

Após estas ideias, erguem-se perguntas como “já não temos informações suficientes para entender que será preciso adotar medidas de convivência com o vírus?” e “até quando vamos insistir em achatar a curva somente com o isolamento social?” às quais o Comércio Local procura resposta.

Em Carta Aberta, o Comércio Local enfrenta o autarca, a Assembleia Municipal, as Juntas de Freguesia e a Associação Empresarial de Paços de Ferreira com uma ideia principal “sem empresas não há emprego e sem emprego, veremos milhares de famílias do nosso país a passar por dificuldades!”.

Na sequência destas questões, o Comércio Local de Paços de Ferreira pede que a autarquia os faça ouvir, “junto dos membros do Governo”, evidenciando a “conduta exemplar no cumprimento de regras impostas e ao mesmo tempo as dificuldades” de forma a aprovarem medidas que permitam ao Comércio Local continuar o exercício da atividade.

Pin It

Publicidade (4)

Mais Lidas