O PSD de Paços de Ferreira rejeitou um pedido de desculpas exigido pelo executivo da Câmara Municipal sobre a acusação dos sociais-democratas de que terá ocorrido um “atentado ambiental no Parque Urbano” provocado pelo “despejo de óleos usados”. Este incidente levou à troca de acusações.

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira e o PSD concelhio entraram em acusações mútuas através de comunicados devido a um despejo de óleos usados que terá ocorrido nos terrenos do Parque Urbano. Os sociais democratas afirmaram que há relatos de testemunhas de que a Câmara Municipal procedeu no dia 5 de abril ao “despejo de óleos usados no Parque Urbano da cidade, mais concretamente, no espaço que se encontra a ser intervencionado e onde foi demolido o antigo centro de estágios”. Segundo o PSD, “a operação terá sido resultado do processo de substituição dos oleões, tendo sido este espaço o local escolhido pela autarquia para se livrar dos resíduos”, levando a que o partido de Joaquim Pinto procedesse junto da SEPNA da GNR e da Agência Portuguesa do Ambiente as devidas diligências com vista à “averiguação e confirmação do incidente, na medida em que o mesmo configura um atentado ambiental”.

Joaquim Pinto, em comunicado, considerou “um total desrespeito pelas regras ambientais básicas”, esclarecendo depois que “por cada litro de óleo usado são poluídos cerca de 1000 litros de água dos lençóis freáticos e a situação é tanto mais grave por ser levada a cabo por uma autarquia a quem cabe a responsabilidade máxima de zelar pelo ambiente local, e, ainda por cima, quando a mesma, empreende o Ano Municipal do Ambiente e da Cidadania”.

Como resposta, a autarquia, através do seu gabinete de imprensa, referiu ser “inacreditável e absolutamente vergonhoso, que o PSD de Paços de Ferreira, com recurso a alegados testemunhos populares, acuse os funcionários do município de terem hoje cometido um atentado ambiental. Com base no ouvi dizer e sem terem o decoro de se informarem antes da veracidade dos factos em causa, designadamente junto da autarquia, optaram por lançar um comunicado mentiroso e difamatório”. A explicação sobre o que terá acontecido surgiu depois: “Na sequência da recente colocação de um novo oleão no Bairro do Outeiro, na cidade de Paços de Ferreira, o que aí existia anteriormente foi desativado. No entanto, algumas pessoas passaram a depositar no seu interior lixo doméstico. Na manhã de hoje, os funcionários da autarquia, no sentido de procederem ao transporte do oleão antigo para o ecocentro e tendo em conta o facto de no seu interior existir lixo doméstico, procederam à sua retirada. Por forma a não sujarem a zona residencial em causa, levaram o oleão (desativado e sem óleo no seu interior) para o local onde recentemente foi demolida uma construção sita no parque da cidade e aí retiraram todo o lixo doméstico que estava no seu interior que, posteriormente, foi todo ele colocado num contentor existente nas imediações. O oleão foi de seguida transportado para o ecocentro”, referiu, garantindo que “não houve qualquer derrame de óleo, porquanto esse oleão estava já desativado e sem óleo no seu interior, sendo por isso totalmente falso o conteúdo do comunicado do PSD”. Por fim, a Câmara exige que o PSD proceda a um pedido de desculpas público, sob pena de recorrer “às instâncias competentes”.

Ora, os sociais-democratas responderam e não acataram com o pedido de desculpas exigido, por considerarem que a autarquia está a “sacudir a água do capote de um assunto sério”, garantindo que não reagem no ‘ouvi dizer’, “conforme se tem comprovado nas posições  tidas em vários assuntos, sempre suportados com dados concretos e comprováveis”. O PSD reforçou ainda a ideia de que o atentado ambiental terá mesmo ocorrido, porque “é confirmado pelo comunicado da Autarquia (é indesculpável depositar seja que resíduo for no Parque Urbano de Paços de Ferreira)” e “ficou registado em imagens que confirmam o que agora pedimos para ser averiguado”, concluiu.

 

Pin It

Publicidade (4)

Mais Lidas