MA Câmara Municipal de Paços de Ferreira ultrapassou os 4 milhões de euros de dívidas de curto prazo a fornecedores. Este valor foi divulgado pelo PSD local e apresentado como argumento para os vereadores sem pelouro na Câmara Municipal terem votado contra o Relatório e Contas 2018.

Os vereadores do PSD votaram contra o Relatório e Contas de 2018 discutido esta terça-feira em reunião de Câmara e apresentaram uma declaração de voto para justificar a intenção. Joaquim Pinto e Célia Carneiro elencaram várias razões, entre elas, o facto de o documento “refletir uma postura do concelho como um mundo cor-de-rosa e de omitir o que de menos positivo tem acontecido em Paços de Ferreira”, referiu o partido, em comunicado.

“Apesar de ter sido anunciado pelo Presidente de Câmara que graças à sua ação, a Autarquia não tinha dívidas de curto prazo, a verdade é que o valor em dívida a Fornecedores era, segundo os mapas financeiros apresentados, de 4.065.269,71€. O número revelado mostra que existe uma incongruência entre as palavras do Presidente da Câmara e a realidade espelhada pela contabilidade da Autarquia”, justificou.

Os vereadores sociais-democratas lembraram ainda que “o IMI subiu, apesar da repetida promessa eleitoral dos socialistas de que não haveria aumento de impostos. Essa subida encontra-se devidamente refletida no aumento de impostos pagos pela população do nosso concelho, que no caso do IMI representou uma subida de mais de 665 mil euros (+16%) quando comparado com o ano de 2017”.

Na declaração de voto que justifica a tomada de posição do PSD face ao Relatório e Contas de 2018, entre outras questões, os Vereadores Social-democratas, indagam o Executivo acerca da “subida nos custos totais de mais de 11% face a 2017 e de mais de 18% face a 2014 (primeiro ano completo da maioria socialista), lembrando que este é o Executivo que tanto preza o alegado “corte nas gorduras” e que tanto criticou os custos com o pessoal dos executivos anteriores, tendo apresentado neste setor um aumento de 11% face a 2014, ou seja, mais de 825.263€ gasto anualmente, em novos empregos”. E continuam: “À primeira vista o Relatório de Contas apresentado pelo executivo de Humberto Brito parece indicar uma performance de +de 2M€ mas, estes resultados não são mais do que uma operação de maquilhagem que comporta três factos relevantes:

  • Reforço de uma campanha de desinformação da nossa população, ficando evidente que a gestão rigorosa e o controlo de custos, tal como se pode comprovar no documento em análise e pelos dados aqui relevados é um mito;
  • Proveitos Extraordinários, isto é, não repetíveis, que representam quase 2.5M€ (+946 mil euro face a 2017), materializando o ditado “vende-se os anéis e ficam os dedos”;
  • Aumento da receita de impostos de 1.630.033€, que além de sobrecarregar a nossa população do ponto de vista fiscal (como seja não bastasse os que são da responsabilidade do Governo Central), ainda representam uma quebra da promessa do nosso atual Presidente de Câmara, que referiu explicitamente que não haveria aumento de impostos em Paços de Ferreira”.
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