Aventura solidária ajuda crianças da Serra Leoa

O prazer pela aventura e pelo apoio às causas solidárias levou Alexandre Costa à Serra Leoa. O objetivo passou por participar numa maratona organizada pela ‘Street Child’, uma Organização Não Governamental (ONG) que tem como missão ajudar as crianças mais necessitadas nos países africanos, com especial enfoque na área da educação, através da construção e manutenção das escolas.

Quem participasse nesta missão teria ainda de angariar fundos para ajudar a ONG para aquisição de equipamento escolar. Alexandre Costa lançou o desafio de angariar mil libras e esse objetivo está a menos de 300 libras de ser alcançado. Quem quiser contribuir, poderá fazê-lo neste link.  

A ONG em causa é britânica e atua em vários países africanos, entre eles a Serra Leoa. O presidente da Junta de Freguesia de Paços de Ferreira teve conhecimento da iniciativa por intermédio da filha… “Foi fazer um mestrado em Relações Internacionais para Londres e quando terminou teve a oportunidade de fazer um estágio na ONG Street Child. Fui procurar na internet o que esta organização desenvolvia e nessa altura vi a iniciativa de uma maratona na Serra Leoa. Eu como amante da corrida e um apaixonado pelas causas sociais, vi aí uma boa iniciativa para conjugar duas coisas que gosto e que habitualmente pratico. Fiz a inscrição e comecei a tratar da minha recolha de fundos para a instituição”, explicou ao EMISSOR, revelando depois as emoções sentidas naquela experiência, que decorreu neste mês de maio.

“A deslocação à Serra Leoa foi importante para perceber ‘in loco’ que os apoios que saem da Europa estão a ser aproveitados para ajudarem os países africanos. Por vezes temos a ideia de que nada chega ao destino, mas consegui perceber que não é bem assim”. E justificou: “vi no terreno o trabalho que está a ser desenvolvido. Por exemplo, a Street Child tem mil escolas na Serra Leoa a cargo deles e quando falamos de escola não é a construção do edifício, porque isso é o mais simples. O trabalho mais difícil tem que ver com o conseguir que as crianças saiam da rua e levá-las para a escola. Estão habituadas a trabalhar desde pequeninas, ou nas feiras a vender, ou a trabalhar nas minas de diamantes ou na agricultura.  O trabalho passa por levá-las para a escola, convencer e apoiar as famílias para libertarem as crianças. Passa ainda por formar professores, porque no interior não existem professores, nem forma de os colocar lá. Têm de ser nativos e por isso há que formá-los. Só quem percebe esta dinâmica consegue ter a noção da importância do trabalho que é desenvolvido”, sublinhou. “Se soubesse que em cada 100 euros que vai da Europa para a causa humanitária, apenas 50 chegavam ao destino, contribuiria na mesma. Porque esse pequeno valor está a ser bem aplicado”.

Alexandre Costa trouxe no seu álbum de memórias algumas recordações que ficarão marcadas para sempre. “O que mais me impressionou foi a quantidade de crianças. É uma coisa impressionante, pois há crianças em todos o lado. São aos milhares. Por onde andámos, havia crianças à nossa volta. É um país com muitas crianças abandonadas devido a uma guerra civil que acabou recentemente”. Os momentos vividos naquele país da África Ocidental levaram-no a ter uma certeza: “Percebi que se não forem estas instituições a darem apoio, aquelas pessoas estão completamente abandonadas. Anda-se de aldeia em aldeia e o que vemos são apenas placas com nomes da UNICEF e de ONG’s, que prestam ajuda humanitária muito importante”.

42 km a correr

Alexandre Costa participou na maratona e chegou ao fim. Apesar das adversidades provocadas pelas altas temperaturas, todos os participantes cumpriram a missão e cortaram a meta. Foram mais de cem os participantes estrangeiros… “Dois dias antes da maratona, eu e mais dois ingleses decidimos fazer um treino de adaptação e só corremos seis quilómetros. Começámos a olhar uns para os outros, esgotados, e questionámos como iriamos conseguir fazer os 42 quilómetros. Mas quando chegámos ao dia da maratona fomos correr e conseguimos. Havia crianças em quase todo o percurso sempre a incentivar e isso ajudou-nos a chegar ao fim da prova”.

Esta aventura já ficou para trás, mas Alexandre Costa promete regressar ao terreno para novas causas humanitárias. “É um gosto especial poder vivenciar outras culturas e perceber melhor o mundo”, referiu Alexandre Costa, que aproveitou para agradecer os donativos que já recebeu para o objetivo das mil libras.

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Aventura solidária ajuda crianças da Serra Leoa

Aventura solidária ajuda crianças da Serra Leoa

O prazer pela aventura e pelo apoio às causas solidárias levou Alexandre Costa à Serra Leoa. O objetivo passou por participar numa maratona organizada pela ‘Street Child’, uma Organização Não Governamental (ONG) que tem como missão ajudar as crianças mais necessitadas nos países africanos, com especial enfoque na área da educação, através da construção e manutenção das escolas.

Quem participasse nesta missão teria ainda de angariar fundos para ajudar a ONG para aquisição de equipamento escolar. Alexandre Costa lançou o desafio de angariar mil libras e esse objetivo está a menos de 300 libras de ser alcançado. Quem quiser contribuir, poderá fazê-lo neste link.  

A ONG em causa é britânica e atua em vários países africanos, entre eles a Serra Leoa. O presidente da Junta de Freguesia de Paços de Ferreira teve conhecimento da iniciativa por intermédio da filha… “Foi fazer um mestrado em Relações Internacionais para Londres e quando terminou teve a oportunidade de fazer um estágio na ONG Street Child. Fui procurar na internet o que esta organização desenvolvia e nessa altura vi a iniciativa de uma maratona na Serra Leoa. Eu como amante da corrida e um apaixonado pelas causas sociais, vi aí uma boa iniciativa para conjugar duas coisas que gosto e que habitualmente pratico. Fiz a inscrição e comecei a tratar da minha recolha de fundos para a instituição”, explicou ao EMISSOR, revelando depois as emoções sentidas naquela experiência, que decorreu neste mês de maio.

“A deslocação à Serra Leoa foi importante para perceber ‘in loco’ que os apoios que saem da Europa estão a ser aproveitados para ajudarem os países africanos. Por vezes temos a ideia de que nada chega ao destino, mas consegui perceber que não é bem assim”. E justificou: “vi no terreno o trabalho que está a ser desenvolvido. Por exemplo, a Street Child tem mil escolas na Serra Leoa a cargo deles e quando falamos de escola não é a construção do edifício, porque isso é o mais simples. O trabalho mais difícil tem que ver com o conseguir que as crianças saiam da rua e levá-las para a escola. Estão habituadas a trabalhar desde pequeninas, ou nas feiras a vender, ou a trabalhar nas minas de diamantes ou na agricultura.  O trabalho passa por levá-las para a escola, convencer e apoiar as famílias para libertarem as crianças. Passa ainda por formar professores, porque no interior não existem professores, nem forma de os colocar lá. Têm de ser nativos e por isso há que formá-los. Só quem percebe esta dinâmica consegue ter a noção da importância do trabalho que é desenvolvido”, sublinhou. “Se soubesse que em cada 100 euros que vai da Europa para a causa humanitária, apenas 50 chegavam ao destino, contribuiria na mesma. Porque esse pequeno valor está a ser bem aplicado”.

Alexandre Costa trouxe no seu álbum de memórias algumas recordações que ficarão marcadas para sempre. “O que mais me impressionou foi a quantidade de crianças. É uma coisa impressionante, pois há crianças em todos o lado. São aos milhares. Por onde andámos, havia crianças à nossa volta. É um país com muitas crianças abandonadas devido a uma guerra civil que acabou recentemente”. Os momentos vividos naquele país da África Ocidental levaram-no a ter uma certeza: “Percebi que se não forem estas instituições a darem apoio, aquelas pessoas estão completamente abandonadas. Anda-se de aldeia em aldeia e o que vemos são apenas placas com nomes da UNICEF e de ONG’s, que prestam ajuda humanitária muito importante”.

42 km a correr

Alexandre Costa participou na maratona e chegou ao fim. Apesar das adversidades provocadas pelas altas temperaturas, todos os participantes cumpriram a missão e cortaram a meta. Foram mais de cem os participantes estrangeiros… “Dois dias antes da maratona, eu e mais dois ingleses decidimos fazer um treino de adaptação e só corremos seis quilómetros. Começámos a olhar uns para os outros, esgotados, e questionámos como iriamos conseguir fazer os 42 quilómetros. Mas quando chegámos ao dia da maratona fomos correr e conseguimos. Havia crianças em quase todo o percurso sempre a incentivar e isso ajudou-nos a chegar ao fim da prova”.

Esta aventura já ficou para trás, mas Alexandre Costa promete regressar ao terreno para novas causas humanitárias. “É um gosto especial poder vivenciar outras culturas e perceber melhor o mundo”, referiu Alexandre Costa, que aproveitou para agradecer os donativos que já recebeu para o objetivo das mil libras.

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