Jocelino Moreira acusou a comissão política concelhia do PS de não dar voz aos representantes eleitos aos órgãos das juntas de freguesia e assembleia municipal nas decisões políticas. O candidato às eleições internas do partido garante que, se for o vencedor, vai “mudar a atual postura adotada pelo partido”.

Jocelino Moreira utilizou a sua página do Facebook para criticar a forma como a atual comissão política concelhia do PS tem gerido os dossiês internos e gestão com o executivo municipal. O militante e candidato a líder da comissão política nas próximas eleições internas garantiu que os órgãos irão funcionar de maneira diferente. “Farei o que disse na minha publicação. O partido tem a obrigação de ouvir todos os elementos do partido com cargos políticos, para também poderem coordenar as decisões”, referiu ao EMISSOR, justificando a sua posição com a candidatura apresentada. “O que estou a dizer é o que a maioria também diz pela escondida, mas depois ninguém quer assumir, só que não tenho problemas em dizer o que está mal e deve ser corrigido. Porque se fosse para manter tudo como está, não apresentava a candidatura e quem está comigo pensa da mesma forma. Aliás, como se pode pedir a alguém para estar comigo sem ter o direito à opinião?”, questionou.

Jocelino Moreira lamentou ainda a descredibilização que tem sido feita a Ricardo Pereira. “Toda a gente tenta crucificar o ex-presidente da Assembleia Municipal, mas ainda não ouvi ninguém dizer mal dele com fundamentos. E o facto de estar comigo, faz com que tentem descredibilizar a minha candidatura, dizem coisas sem fundamento, que é mau, mas os factos que possam reforçar essas acusações não aparecem, porque não existem”, referiu.

Jocelino Moreira falou ainda da “bronca na assembleia municipal”, referindo-se a vários episódios, como “a questão das atas, que provocou a demissão do presidente da assembleia e isso é uma vergonha para todos nós. Connosco na comissão política, seriam discutidos entre todos os intervenientes, sem medos e sem preconceitos, o orçamento e o plano de atividades para 2020, bem como as taxas e o IMI a aplicar…”

 

Armanda Fernandez defende trabalho de proximidade

Armanda Fernandez também está na corrida às eleições internas do PS e converge na intenção de mudar as ações da comissão política. “Se formos eleitos, uma das funções será ajudar os diversos executivos das juntas de freguesia do PS e não só, sempre em coordenação com o executivo, mas não vou ficar amorfa… A comissão política deve ter um trabalho de proximidade, junto das freguesias e do executivo, seja ele qual for. E espero que as pessoas estejam recetivas a ajudar e será um trabalho coletivo para ajudar as freguesias do PS e não só”, sublinhou.

O EMISSOR tentou uma reação de Paulo Sérgio Barbosa, líder da comissão política do PS, mas ainda não foi possível obter resposta.

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