A participação de trabalhadores e estudantes na criação do clube 1.º Maio Figueiró, como fator de caracterização social da coletividade, foi um dos aspetos mais relevantes salientados durante o Colóquio/Tertúlia, que, no passado dia 7 de fevereiro, reuniu largas dezenas de pessoas no salão paroquial de Figueiró e que assinalou o inicio das comemorações do 50.º aniversário da coletividade.

Essa participação singular confirmou, inclusivamente, a Freguesia e os seus agentes industriais, que sempre se destacaram por um especial «modus vivendi», como enfatizou o industrial Joaquim Costa Pereira, um dos homens da primeira hora.

A atribuição dos livros escolares aos associados, arma usada para contrariar a “repressão conservadora”, foi outro dos aspetos relembrados, que também mostra o espírito progressista e transformador da coletividade, que, como foi referido por outros associados, contribuiu para eliminar barreiras entre homens e mulheres, e teve um assinalável papel na transformação social.

Foram recordadas as atividades de caráter social e as proezas alcançadas desportivamente, inicialmente no atletismo, que teve uma enorme expansão no período subsequente ao 25 de Abril de 1974, e, posteriormente, no futebol , com equipas valiosas , que não só “batiam o pé” as equipas do Porto, mas que , com as camadas jovens, abriram muitas portas aos jovens da terra, alguns dos quais vieram a assumir patamares relevantes no âmbito do desporto nacional.

Foram também recordados alguns dos associados, que mais se destacaram ao longo dos anos, e que, aliás, terão a justa e merecida consagração na sessão solene, agendada para 1 de Maio próximo.

Entretanto, cumpre já anunciar que durante o mês de abril irão ser promovidas várias iniciativas de âmbito recreativo, cultural e desportivo.

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