“A música sempre foi um refúgio” afirma Michael Silva, músico Hip-Hop de Lousada

Michael Silva tem 27 anos e é natural de Joanesburgo, na África do Sul. Atualmente, é residente em Lousada e dedica-se à música.

É possível conhecermos um pouco melhor sobre o seu estilo de música através do seu nome artístico “Mike Trilla” e dos seus videoclipes realizados com base na própria música.

O artista baseia-se muito no estilo de música Hip-Hop, conjugando rimas e construindo as próprias músicas. O EMISSOR procurou descobrir um pouco mais sobre este talento descoberto por parte do jovem, por sentir que, para si, a “música é magia”.

EMISSOR: Como surgiu o gosto pela música?

Michael Silva (MS): O gosto pela música surgiu quando eu tinha cerca de 5 anos, nessa altura estava a frequentar o infantário/creche. Havia uma festa que estava a ser organizada pelo infantário/creche em que as crianças iriam participar, a minha participação contava com uma representação de uma banda de música, lembro-me perfeitamente desse momento. Adorei o facto de estar em cima do palco com a plateia a interagir comigo e com a música, foi um sentimento mágico.

Dois anos depois, (ano 2000) lembro-me que a minha irmã estava super ansiosa pelo lançamento de um CD, esse CD era: EMINEM - MARSHALL MATHERS LP. Uns meses mais tarde, o álbum saiu e ela conseguiu comprá-lo. Quando consegui ouvir o álbum completo pela primeira vez, apaixonei-me completamente pela música, principalmente pelo Hip-Hop. Fiquei viciado e a música tinha de estar sempre presente para qualquer lado que fosse, colocava música frequentemente num rádio que tinha no meu quarto e tive a sorte de possuir um walkman, naquela altura para mim era a melhor invenção alguma vez criada porque conseguia ouvir os meus CD´s preferidos naquele pedaço de tecnologia.

 

EMISSOR: Quando e como começou o seu percurso na área da música?

MS: O meu percurso na área da música começou em 2019, na minha opinião, começou um bocado “tarde”. Digo isto porque sempre tive uma paixão enorme pela música e a vontade de fazer/criar algo meu, era imensa, mas, nunca acreditei suficientemente. No ano de 2018, tive a sorte de conhecer uma pessoa muito especial. Essa pessoa “eliminou” essa ideia que eu tinha de não acreditar em mim e deu-me a força e a motivação para eu começar a criar algo meu. Um ano depois, consegui lançar o meu primeiro single intitulado DEALING e foi como um sonho tornado realidade, sem essa pessoa, o meu percurso musical não existiria. 

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Existem outras atividades complementares que realiza a par da vertente musical?

MS: Este ano irei frequentar um curso de masterização e mixing juntamente com um curso de piano, pelo qual sempre tive um fascínio enorme. É um dos instrumentos mais mágicos que podem existir e é fundamental para a produção, aprendizagem e evolução musical (entre outras). Saber tocar piano é um dos meus grandes objetivos pessoais.

 

EMISSOR: Ao realizar o seu percurso, onde estudou e de que forma os seus estudos contribuíram para o seu percurso atual?

MS: Tive um percurso escolar bastante simples. Tenho o 12º ano concluído e posso dizer que a disciplina de Português e História eram as que mais me fascinavam. A disciplina de Português foi importante para mim porque ajudou imenso na minha evolução da escrita, principalmente quando entramos na parte da poesia. Já a disciplina de História, fascinou-me porque sempre gostei de aventura e descobrimentos. Tendo em conta que ao criar a minha música posso contar histórias e ao mesmo tempo rimar, penso que essas disciplinas tiveram um papel importante no meu desenvolvimento.   

 

EMISSOR: Considera que a família teve um grande impacto na sua escolha pela vertente musical ou é algo apenas seu?

MS: A minha família sempre gostou imenso de música, considero que tiveram impacto, mas não na escolha da vertente musical. Lembro-me da minha avó cantar as suas cantigas do tempo em que era mais nova, a minha mãe que me apresentou a várias bandas e músicos internacionais, também do seu tempo em que era mais nova e talvez, quem tenha tido mais influência, terá sido a minha irmã. Sendo ela 5 anos mais velha, tinha mais conhecimento e acesso a música da nossa geração. Resumindo, sem a minha família, sinto que não estaria ligado á vertente musical, mas a vontade de querer ser músico, é um sonho de criança, em que pegava no comando da TV e imaginava milhares de pessoas à minha frente.

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Qual o significado que a música tem para si?

MS: A música para mim é como um milhão de sentimentos. Temos géneros de música para todos os gostos, para todas as disposições, sejam elas rir, chorar, dançar, celebrar, etc. Quando era mais novo, tinha uma visão de vida um bocado complicada devido a alguns problemas pessoais, então para mim, a música sempre foi um refúgio. Havia sempre algo nas histórias que os meus artistas favoritos contavam nas suas músicas que eu me podia relacionar, que me faziam rir e por vezes chorar, mas, o melhor sentimento era quando colocava uma música a tocar e sentia arrepios até os pêlos da nuca levantarem. Para mim, essa é das melhores sensações do mundo e ainda hoje acontece, por isso, na minha opinião, a música é magia.

 

EMISSOR: Qual considera ser o seu tipo de música e qual o porquê de o ter escolhido?

MS: O meu tipo de música é o Hip-Hop. Adoro rimas, adoro a cultura e admiro o facto de conseguir juntar as rimas e contar histórias ao mesmo tempo. Existe muito jogo de palavras no Hip-Hop e a forma como consegues “desconstruir” essas palavras é incrível porque vais sempre descobrir algo novo quando ouves a mesma música de um bom artista. Como já tinha mencionado, a música foi e é como um refúgio para mim e no Hip-Hop é onde encontro histórias incríveis de momentos onde posso relacionar-me com essas mesmas histórias, esse é o fator mais importante para ter escolhido o Hip-Hop como o meu género de música favorito.

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Qual o seu maior objetivo de vida?

MS: Neste momento e na situação atual que vivemos, sinto que o meu objetivo de vida passa mesmo por celebrar os pequenos momentos de felicidade que a vida me dá, não peço mais do que isso.

 

EMISSOR: Por fim, qual é o conselho que tem para oferecer àqueles que procuram seguir o ramo da música?

MS: Acreditem, persistam e continuem a trabalhar todos os dias para serem os melhores! Sejam duros e lutem porque quanto mais treino, prática e ensino, melhor ficarão e mais confiança irão ganhar. Rodeai-vos de pessoas que gostam de vocês para dar aquela energia positiva. Com todo o esforço, dedicação e paixão, qualquer pessoa consegue atingir o seu objetivo pessoal, não só no ramo da música, mas em qualquer sonho que querem conquistar.

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“A música sempre foi um refúgio” afirma Michael Silva, músico Hip-Hop de Lousada

“A música sempre foi um refúgio” afirma Michael Silva, músico Hip-Hop de Lousada

Michael Silva tem 27 anos e é natural de Joanesburgo, na África do Sul. Atualmente, é residente em Lousada e dedica-se à música.

É possível conhecermos um pouco melhor sobre o seu estilo de música através do seu nome artístico “Mike Trilla” e dos seus videoclipes realizados com base na própria música.

O artista baseia-se muito no estilo de música Hip-Hop, conjugando rimas e construindo as próprias músicas. O EMISSOR procurou descobrir um pouco mais sobre este talento descoberto por parte do jovem, por sentir que, para si, a “música é magia”.

EMISSOR: Como surgiu o gosto pela música?

Michael Silva (MS): O gosto pela música surgiu quando eu tinha cerca de 5 anos, nessa altura estava a frequentar o infantário/creche. Havia uma festa que estava a ser organizada pelo infantário/creche em que as crianças iriam participar, a minha participação contava com uma representação de uma banda de música, lembro-me perfeitamente desse momento. Adorei o facto de estar em cima do palco com a plateia a interagir comigo e com a música, foi um sentimento mágico.

Dois anos depois, (ano 2000) lembro-me que a minha irmã estava super ansiosa pelo lançamento de um CD, esse CD era: EMINEM - MARSHALL MATHERS LP. Uns meses mais tarde, o álbum saiu e ela conseguiu comprá-lo. Quando consegui ouvir o álbum completo pela primeira vez, apaixonei-me completamente pela música, principalmente pelo Hip-Hop. Fiquei viciado e a música tinha de estar sempre presente para qualquer lado que fosse, colocava música frequentemente num rádio que tinha no meu quarto e tive a sorte de possuir um walkman, naquela altura para mim era a melhor invenção alguma vez criada porque conseguia ouvir os meus CD´s preferidos naquele pedaço de tecnologia.

 

EMISSOR: Quando e como começou o seu percurso na área da música?

MS: O meu percurso na área da música começou em 2019, na minha opinião, começou um bocado “tarde”. Digo isto porque sempre tive uma paixão enorme pela música e a vontade de fazer/criar algo meu, era imensa, mas, nunca acreditei suficientemente. No ano de 2018, tive a sorte de conhecer uma pessoa muito especial. Essa pessoa “eliminou” essa ideia que eu tinha de não acreditar em mim e deu-me a força e a motivação para eu começar a criar algo meu. Um ano depois, consegui lançar o meu primeiro single intitulado DEALING e foi como um sonho tornado realidade, sem essa pessoa, o meu percurso musical não existiria. 

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Existem outras atividades complementares que realiza a par da vertente musical?

MS: Este ano irei frequentar um curso de masterização e mixing juntamente com um curso de piano, pelo qual sempre tive um fascínio enorme. É um dos instrumentos mais mágicos que podem existir e é fundamental para a produção, aprendizagem e evolução musical (entre outras). Saber tocar piano é um dos meus grandes objetivos pessoais.

 

EMISSOR: Ao realizar o seu percurso, onde estudou e de que forma os seus estudos contribuíram para o seu percurso atual?

MS: Tive um percurso escolar bastante simples. Tenho o 12º ano concluído e posso dizer que a disciplina de Português e História eram as que mais me fascinavam. A disciplina de Português foi importante para mim porque ajudou imenso na minha evolução da escrita, principalmente quando entramos na parte da poesia. Já a disciplina de História, fascinou-me porque sempre gostei de aventura e descobrimentos. Tendo em conta que ao criar a minha música posso contar histórias e ao mesmo tempo rimar, penso que essas disciplinas tiveram um papel importante no meu desenvolvimento.   

 

EMISSOR: Considera que a família teve um grande impacto na sua escolha pela vertente musical ou é algo apenas seu?

MS: A minha família sempre gostou imenso de música, considero que tiveram impacto, mas não na escolha da vertente musical. Lembro-me da minha avó cantar as suas cantigas do tempo em que era mais nova, a minha mãe que me apresentou a várias bandas e músicos internacionais, também do seu tempo em que era mais nova e talvez, quem tenha tido mais influência, terá sido a minha irmã. Sendo ela 5 anos mais velha, tinha mais conhecimento e acesso a música da nossa geração. Resumindo, sem a minha família, sinto que não estaria ligado á vertente musical, mas a vontade de querer ser músico, é um sonho de criança, em que pegava no comando da TV e imaginava milhares de pessoas à minha frente.

 

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EMISSOR: Qual o significado que a música tem para si?

MS: A música para mim é como um milhão de sentimentos. Temos géneros de música para todos os gostos, para todas as disposições, sejam elas rir, chorar, dançar, celebrar, etc. Quando era mais novo, tinha uma visão de vida um bocado complicada devido a alguns problemas pessoais, então para mim, a música sempre foi um refúgio. Havia sempre algo nas histórias que os meus artistas favoritos contavam nas suas músicas que eu me podia relacionar, que me faziam rir e por vezes chorar, mas, o melhor sentimento era quando colocava uma música a tocar e sentia arrepios até os pêlos da nuca levantarem. Para mim, essa é das melhores sensações do mundo e ainda hoje acontece, por isso, na minha opinião, a música é magia.

 

EMISSOR: Qual considera ser o seu tipo de música e qual o porquê de o ter escolhido?

MS: O meu tipo de música é o Hip-Hop. Adoro rimas, adoro a cultura e admiro o facto de conseguir juntar as rimas e contar histórias ao mesmo tempo. Existe muito jogo de palavras no Hip-Hop e a forma como consegues “desconstruir” essas palavras é incrível porque vais sempre descobrir algo novo quando ouves a mesma música de um bom artista. Como já tinha mencionado, a música foi e é como um refúgio para mim e no Hip-Hop é onde encontro histórias incríveis de momentos onde posso relacionar-me com essas mesmas histórias, esse é o fator mais importante para ter escolhido o Hip-Hop como o meu género de música favorito.

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Qual o seu maior objetivo de vida?

MS: Neste momento e na situação atual que vivemos, sinto que o meu objetivo de vida passa mesmo por celebrar os pequenos momentos de felicidade que a vida me dá, não peço mais do que isso.

 

EMISSOR: Por fim, qual é o conselho que tem para oferecer àqueles que procuram seguir o ramo da música?

MS: Acreditem, persistam e continuem a trabalhar todos os dias para serem os melhores! Sejam duros e lutem porque quanto mais treino, prática e ensino, melhor ficarão e mais confiança irão ganhar. Rodeai-vos de pessoas que gostam de vocês para dar aquela energia positiva. Com todo o esforço, dedicação e paixão, qualquer pessoa consegue atingir o seu objetivo pessoal, não só no ramo da música, mas em qualquer sonho que querem conquistar.

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