O CDS de Paredes não vai estar presente na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, agendada para sexta-feira, como forma de protesto por não estar em discussão qualquer assunto relacionado com os efeitos da pandemia no concelho.

O CDS entende que “esta sessão seria útil se fosse para a discussão de medidas de contingência para minorar os sacrifícios dos dias que correm, e também, para precaver dentro do possível, as consequências para o amanhã” e acusa o executivo da Câmara Municipal de Paredes de “claro oportunismo político e falta de responsabilidade e de sensibilidade social. Nesta Assembleia não será discutido qualquer proposta para combater a pandemia no seu concelho. Aliás, esta Assembleia Municipal Extraordinária inicialmente tinha 2 pontos para discussão, mas, para surpresa de todos, existem agora 10 pontos, nomeadamente o de aprovação de um empréstimo de 2,4 milhões de euros, fugindo ao visto do Tribunal de Contas excecionalmente criado para estes tempos”, acusa.

“Neste momento de crise, não sabemos se a Câmara Municipal de Paredes não irá precisar desse dinheiro para ajudar as famílias como por exemplo no pagamento da conta da água, na ajuda ao pagamento do IMI, para ajudar as empresas a manterem postos de trabalho concedendo-lhes isenções fiscais, mas também, para auxiliar os lares de idosos e a população mais envelhecida que vive isolada”, asseverou.

Os centristas lembram ainda que “segundo a legislação em vigor, os prazos para a aprovação pelo Tribunal de Contas do referido empréstimo encontram-se suspensos até 30 de junho, por isso o executivo municipal não está obrigado a contraí-lo agora. Por outro lado, da ordem de trabalhos da referida assembleia não existe nenhuma medida urgente para ser aprovada relacionada com o combate ao coronavírus, ou para o auxílio aos profissionais de saúde, nem para ajudar as famílias ou as empresas, que podem vir a precisar dos apoios”.

O CDS Paredes “não pactua com um executivo que não toma medidas de real importância para a população, e neste momento, parece só se importar em inserir pontos na ordem de trabalhos para aprovação de verbas para marchas populares, sem saber se as mesmas podem ser realizadas, mostrando não estar preocupado com as pessoas nem com as consequências desta grave crise, só se importando com as fotografias que não sabe se vai “tirar” nos bailes de verão, o que é um sinal claro de falta de responsabilidade e sensibilidade social e de irresponsabilidade política”.

Para a mesma fonte, “o CDS ao longo destas semanas tem-se mostrado disponível para dialogar com os demais partidos para atingir pontos de convergência no combate a esta pandemia. Contudo o executivo recusa o diálogo, e fecha-se em medidas avulsas de carácter eleitoralista. Como forma de protesto o CDS Paredes recusa-se a estar presente neste espetáculo deprimente que este executivo quer levar a cabo. Aceitaríamos estar presentes numa assembleia extraordinária com a justificação, que o momento exige, de medidas de combate ao COVID-19 e de apoio do município às famílias e às empresas. Assim, não!”, concluiu.

Pin It