“O meu maior objetivo tem de ser estar bem”, afirma o músico felgueirense Márcio Silva

O jovem músico felgueirense toca a solo e em grupo. Já tocou, também, numa orquestra e, hoje, frequenta o mestrado em música, contando já com vários prémios ganhos em concursos de guitarra.

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

Márcio Silva tem 23 anos, é natural de Felgueiras e nutre o gosto pela música desde cedo. Por volta dos 10 ou 11 anos, começou a tocar guitarra em conjunto com o pai e, hoje, já ganhou vários prémios na área da música. Considera crucial o apoio da família e a formação que foi obtendo ao longo dos anos.

O músico, já teve a oportunidade de tocar com guitarristas de renome, em contexto masterclass, como é o caso de Zoran Dukic, Marcin Dylla, Michalis Kontaxakis, Hubert Käppel e Aniello Desiderio. Em 2018 integrou o Grupo de Música Contemporânea da Universidade de Évora, onde estuda, dirigido por Christophem Bochmann, com quem estreou e gravou obras de compositores portugueses.

O EMISSOR quis saber um pouco mais sobre o percurso pessoal e profissional do músico, entrevistando-o.

 

EMISSOR: Como surgiu o gosto pela música?

Márcio Silva (MS): Que me lembre, os meus pais e as minhas irmãs cantavam bastante a andar pela casa e assim, como ainda acontece. Para além disso, a guitarra do meu pai andava por lá, então foi algo bastante natural.

 

EMISSOR: Quando e como começou o seu percurso na área da música?

MS: Comecei a tocar guitarra com o meu pai por volta dos 10 ou 11 anos, não me lembro bem. Passado algum tempo, já com 12 anos, tinha vontade de aprender mais e os meus pais lá me levaram ao Conservatório de Música de Felgueiras. Decisão crucial.

 

EMISSOR: Existem outras atividades complementares que realiza a par da vertente musical?

MS: Nada que leve tão a sério quanto a música, mas há várias coisas que gosto de fazer. Mais recentemente estou a aprender a nadar.

 

EMISSOR: Ao realizar o seu percurso, onde estudou e de forma os seus estudos contribuíram para o seu percurso atual?

MS: Dos 12 aos 18 anos, estudei no Conservatório de Música de Felgueiras. A decisão de ir para o Conservatório foi, provavelmente, a mais importante da minha vida. Imagino que se isso não tivesse acontecido, o meu percurso teria sido totalmente diferente, o que não quer dizer que fosse necessariamente pior, claro. Mas bem, durante esses seis anos, o meu professor de guitarra foi o Nuno Cachada. Fiquei absolutamente espantado ao ouvi-lo tocar no primeiro dia em que entrei no Conservatório e esse espanto parece só ter tendência a aumentar.

É uma figura muitíssimo marcante na minha formação. Depois disso, com o objetivo de estudar guitarra com o professor Dejan Ivanovich, entrei na Universidade de Évora, onde fiz a minha Licenciatura em Música e, atualmente, frequento o Mestrado em Ensino de Música. O professor Dejan significa uma abertura de horizontes como não podia prever, no que diz respeito à guitarra, ao ensino e à música em geral. Tenho muito a agradecer-lhe. Para além disso, durante os anos que vivi em Évora, tive à minha volta, amigos absolutamente inspiradores que tiveram um impacto tremendo no meu desenvolvimento enquanto músico.

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

EMISSOR: Sabemos que já realizou vários concertos, qual ou quais os concertos que mais o marcaram até ao presente?

MS: É difícil responder, mas o que me vem agora à mente e um concerto que fiz com a Orquestra Jovem de Santa Maria da Feira, no início do ano passado, porque foi a primeira vez que toquei com orquestra.

 

EMISSOR: Considera que a família teve um grande impacto na sua escolha pela vertente musical ou é algo apenas seu?

MS: O maior impacto não esteve na escolha em si, mas sim no apoio dessa escolha. Sempre levaram a sério o meu interesse pela música, uma sorte que nem toda a gente tem.

 

EMISSOR: Qual o significado que a música tem para si?

MS: Não sei. Assim como não sei qual é o significado da vida, mas sei que é valiosa.

 

EMISSOR: Já fez parte de algum grupo musical ou banda?

MS: Atualmente o meu projeto de música de câmara mais ativo é o Duo Sirius, com o meu amigo guitarrista Diogo João. Para além deste, há outros projetos em desenvolvimento.

 

EMISSOR: Até ao momento, sabemos que já tem várias premiações, qual delas teve uma maior importância para si?

MS: Não diria que alguma se destaque para mim. Tento atribuir o menor valor possível a cada prémio, porque os vejo como meios para ganhar algum dinheiro e talvez conseguir mais oportunidades para fazer concertos e assim. O prémio em si não é a finalidade.

 

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

EMISSOR: Qual o seu maior objetivo de vida?

MS: O meu maior objetivo tem de ser estar bem, independentemente do que isso for significando ao longo do tempo.

 

EMISSOR: Como se descreve numa só palavra?

MS: Indeciso.

 

EMISSOR: Por fim, qual é o conselho que tem para oferecer àqueles que procuram seguir o ramo da música?

MS: Responderem à pergunta “porquê?” e tentarem não se esquecer da resposta.

 

Recentemente, o guitarrista esteve presente na Igreja de São Romão em Mouriz e, em direto, a partir do facebook da Câmara Municipal de Paredes. Este concerto pertence ao projeto "Young Guitar Masters".

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“O meu maior objetivo tem de ser estar bem”, afirma o músico felgueirense Márcio Silva

“O meu maior objetivo tem de ser estar bem”, afirma o músico felgueirense Márcio Silva

O jovem músico felgueirense toca a solo e em grupo. Já tocou, também, numa orquestra e, hoje, frequenta o mestrado em música, contando já com vários prémios ganhos em concursos de guitarra.

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

Márcio Silva tem 23 anos, é natural de Felgueiras e nutre o gosto pela música desde cedo. Por volta dos 10 ou 11 anos, começou a tocar guitarra em conjunto com o pai e, hoje, já ganhou vários prémios na área da música. Considera crucial o apoio da família e a formação que foi obtendo ao longo dos anos.

O músico, já teve a oportunidade de tocar com guitarristas de renome, em contexto masterclass, como é o caso de Zoran Dukic, Marcin Dylla, Michalis Kontaxakis, Hubert Käppel e Aniello Desiderio. Em 2018 integrou o Grupo de Música Contemporânea da Universidade de Évora, onde estuda, dirigido por Christophem Bochmann, com quem estreou e gravou obras de compositores portugueses.

O EMISSOR quis saber um pouco mais sobre o percurso pessoal e profissional do músico, entrevistando-o.

 

EMISSOR: Como surgiu o gosto pela música?

Márcio Silva (MS): Que me lembre, os meus pais e as minhas irmãs cantavam bastante a andar pela casa e assim, como ainda acontece. Para além disso, a guitarra do meu pai andava por lá, então foi algo bastante natural.

 

EMISSOR: Quando e como começou o seu percurso na área da música?

MS: Comecei a tocar guitarra com o meu pai por volta dos 10 ou 11 anos, não me lembro bem. Passado algum tempo, já com 12 anos, tinha vontade de aprender mais e os meus pais lá me levaram ao Conservatório de Música de Felgueiras. Decisão crucial.

 

EMISSOR: Existem outras atividades complementares que realiza a par da vertente musical?

MS: Nada que leve tão a sério quanto a música, mas há várias coisas que gosto de fazer. Mais recentemente estou a aprender a nadar.

 

EMISSOR: Ao realizar o seu percurso, onde estudou e de forma os seus estudos contribuíram para o seu percurso atual?

MS: Dos 12 aos 18 anos, estudei no Conservatório de Música de Felgueiras. A decisão de ir para o Conservatório foi, provavelmente, a mais importante da minha vida. Imagino que se isso não tivesse acontecido, o meu percurso teria sido totalmente diferente, o que não quer dizer que fosse necessariamente pior, claro. Mas bem, durante esses seis anos, o meu professor de guitarra foi o Nuno Cachada. Fiquei absolutamente espantado ao ouvi-lo tocar no primeiro dia em que entrei no Conservatório e esse espanto parece só ter tendência a aumentar.

É uma figura muitíssimo marcante na minha formação. Depois disso, com o objetivo de estudar guitarra com o professor Dejan Ivanovich, entrei na Universidade de Évora, onde fiz a minha Licenciatura em Música e, atualmente, frequento o Mestrado em Ensino de Música. O professor Dejan significa uma abertura de horizontes como não podia prever, no que diz respeito à guitarra, ao ensino e à música em geral. Tenho muito a agradecer-lhe. Para além disso, durante os anos que vivi em Évora, tive à minha volta, amigos absolutamente inspiradores que tiveram um impacto tremendo no meu desenvolvimento enquanto músico.

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

EMISSOR: Sabemos que já realizou vários concertos, qual ou quais os concertos que mais o marcaram até ao presente?

MS: É difícil responder, mas o que me vem agora à mente e um concerto que fiz com a Orquestra Jovem de Santa Maria da Feira, no início do ano passado, porque foi a primeira vez que toquei com orquestra.

 

EMISSOR: Considera que a família teve um grande impacto na sua escolha pela vertente musical ou é algo apenas seu?

MS: O maior impacto não esteve na escolha em si, mas sim no apoio dessa escolha. Sempre levaram a sério o meu interesse pela música, uma sorte que nem toda a gente tem.

 

EMISSOR: Qual o significado que a música tem para si?

MS: Não sei. Assim como não sei qual é o significado da vida, mas sei que é valiosa.

 

EMISSOR: Já fez parte de algum grupo musical ou banda?

MS: Atualmente o meu projeto de música de câmara mais ativo é o Duo Sirius, com o meu amigo guitarrista Diogo João. Para além deste, há outros projetos em desenvolvimento.

 

EMISSOR: Até ao momento, sabemos que já tem várias premiações, qual delas teve uma maior importância para si?

MS: Não diria que alguma se destaque para mim. Tento atribuir o menor valor possível a cada prémio, porque os vejo como meios para ganhar algum dinheiro e talvez conseguir mais oportunidades para fazer concertos e assim. O prémio em si não é a finalidade.

 

Márcio Silva | Direitos Reservados

 

EMISSOR: Qual o seu maior objetivo de vida?

MS: O meu maior objetivo tem de ser estar bem, independentemente do que isso for significando ao longo do tempo.

 

EMISSOR: Como se descreve numa só palavra?

MS: Indeciso.

 

EMISSOR: Por fim, qual é o conselho que tem para oferecer àqueles que procuram seguir o ramo da música?

MS: Responderem à pergunta “porquê?” e tentarem não se esquecer da resposta.

 

Recentemente, o guitarrista esteve presente na Igreja de São Romão em Mouriz e, em direto, a partir do facebook da Câmara Municipal de Paredes. Este concerto pertence ao projeto "Young Guitar Masters".

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