A Polícia Judiciária do Porto deteve esta quarta-feira sete empresários de Paredes, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Matosinhos”. Manuel Martins, conhecido como o ‘Rolls Royce’ do mobiliário, é o suspeito de ser o mentor de um esquema que lesou o Estado em mais de 3 milhões de euros e que envolve mais seis pessoas.

Uma megaoperação da Polícia Judiciária levou à detenção de cinco homens e duas mulheres (entre os 25 e os 50), acusados de envolvimento num esquema fraudulento para obtenção de uso indevido de subsídios europeus. Manuel Martins, conhecido no mundo empresarial como o ‘Rolls Royce’ do mobiliário, é a figura central do esquema.

Segundo o Jornal i, Manuel Martins, em conjunto com a mulher, o filho, contabilista e outras três pessoas, “orquestrou um plano que consistia em simular a aquisição de equipamentos ou máquinas industriais como novas, quando na verdade se tratava de equipamento usado”. Ou seja, simulou investimentos superiores aos que tinha feito, uma vez que o valor real das máquinas que efetivamente tinha era “bastante inferior ao declarado nas faturas”, referiu a PJ num comunicado.

Ainda segundo o Jornal i, o alegado esquema iniciou em julho de 2017, quando o empresário abriu a empresa de mobiliário “Woodone” e apresentou um projeto de financiamento junto do “Programa Portugal 2020”, acabando por receber cerca de três milhões e cem mil euros de fundos comunitários, valor que tinha o objetivo de fazer face a um investimento que afinal não existia.

A “Woodone” acabou por abrir falência logo a seguir, em agosto do mesmo ano. O mesmo jornal refere que, segundo a investigação policial, Manuel Martins continua a viver de forma luxuosa e deixou um passivo de 10 milhões de euros, “sendo o Estado Português o mais prejudicado”.

No decorrer da operação, foram apreendidos vários equipamentos informáticos, telemóveis, carros de luxo e vários documentos contabilísticos com interesse para o decorrer das investigações. Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para ficarem a conhecer as medidas de coação.

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