O partido quer saber qual a contribuição que a E.Q.S. teve para o município

O PSD de Valongo avança ter sido surpreendido, ontem, face às notícias relativas às suspeitas do tráfico de influências e corrupção que imputam Nuno Araújo, antigo chefe do Gabinete do Ministro Pedro Nuno Santos, atual Presidente da APDL e do Partido Socialista de Penafiel.

As suspeitas referem-se à atividade da empresa E.Q.S, na qual Nuno Araújo era sócio-gerente e que beneficiou de diversos contratos de serviços celebrados com diversas autarquias, uma delas a de Valongo, refere o PSD de Valongo em nota.

Verifica-se, por consulta ao portal base.gov, que a empresa celebrou dois contratos com o concelho de Valongo, nomeadamente a 2 de maio de 2016, com Inspeções periódicas, reinspecções e inspeções extraordinárias aos equipamentos elevatórios existentes no Concelho de Valongo pelo período de três anos (24.390,24 euros + IVA), avança o partido.

O segundo contrato está datado em 26 de setembro de 2018, com inspeções periódicas, reinspeções e inspeções extraordinárias ao equipamento elevatório existente no Concelho de Valongo, por um período de 36 meses (63.000,00 euros +IVA).

Face a estes factos, o Partido Social Democrata de Valongo procura esclarecer se se confirma “a presença da Polícias Judiciária no município por questões relacionadas com este caso e se confirma que os elementos solicitados respeitam aos contratos de prestação de serviços atrás mencionados”.

Por outro lado, o PSD de Valongo avança a necessidade de perceber “quais as razões que levaram o município a celebrar um contrato com a E.Q.S., com o mesmo objeto, em 26.09.2018, sem estar terminado o prazo de vigência do contrato celebrado em 02.05.2016?” e “quais os serviços efetivamente prestados ao município, no âmbito dos citados contratos, indicando os locais e datas em que os mesmos se realizaram?”, questiona, em nota, o PSD de Valongo.

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