O município de Valongo vai ter uns novos paços do concelho e centro cívico. A obra, orçada em 7 milhões de euros, vai ser apresentada na segunda-feira e o arquiteto do projeto deu a conhecer ao EMISSOR as principais valências desta obra de inovação disruptiva.

Miguel Ibraim Rocha é o arquiteto responsável pelos novos paços do concelho e Centro Cívico de Valongo, que estarão concluídos em 2021. Trata-se de uma obra de inovação disruptiva, com a capacidade para ser muito mais do que um edifício com valências tradicionalmente executadas para servir uma autarquia. “Vai ser muito mais do que uma casa da democracia, porque vai conter várias valências para a área da cultura, educação e social”, explicou o arquiteto, que irá utilizar a referência da lousa e do fóssil da trilobite presente nas lousas como focos identitários do projeto. “O edifício será uma interpretação gráfica desse fóssil e o espaço será ainda uma porta à comunidade para todas as outras valências, sejam elas culturais, ou educacionais, e terá uma sala virtual para programas variados. Por exemplo, sabemos que é difícil visitar os museus do mundo e poderemos fazê-lo através de visitas virtuais. Será, no fundo, uma componente multifuncional, abrangendo todas as áreas sociais”, rematou.

O projeto foi ainda pensando para proteger as questões ambientais: “é inovador, ecológico e amigo do ambiente, pois terá 2 mil metros quadrados de telas solares de última geração e que no ciclo de um ano irá conseguir produzir mais energia do que o seu consumo”, acrescentou.

A apresentação pública vai decorrer na próxima segunda-feira, pelas 11 horas, no museu histórico e arquivo municipal de Valongo.

 

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