De um momento para o outro, caiu uma bomba. Não uma bomba que destruiu prédios e estradas, parques e rios, e, por arrasto, uma bomba que destruiu tímpanos e envenenou o ar, mas uma bomba silêncio, que, aos saltos, entrou em vários corpos. E que portanto, permitiu ao medo esburacar o sossego da nossa cidade.

Mas a nossa cidade, como é forte, como tem por hábito viver da luta, soube dar a volta, soube desfazer o hábito que permitia a cada um viver a vida à sua maneira. Por isso, sente-se que as pessoas estão a cumprir com a quarentena, que estão confinadas a um espaço exíguo, monótono, e que, nos espaços públicos, seguem os conselhos da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O futuro é incerto, porque o número de infectados não pára de nos apavorar, e o nosso concelho não foge à regra. Mas tenho a certeza de que vamos ficar todos bem, porque amamos a nossa vida, porque amamos a nossa cidade.

Pin It