A pandemia Covid-19 é uma realidade, um problema sério que a humanidade enfrenta neste momento. É um problema que não devemos menosprezar, mas sim enfrentar com responsabilidade, seguindo com a máxima atenção as recomendações da DGS. Temos que nos proteger, para assim protegermos os outros. Só assim venceremos este inimigo invisível.

Está aos olhos de todos nós o que este vírus está a fazer à economia, às nossas empresas. Temos que ser responsáveis, temos que cumprir seriamente o isolamento social, para podermos proteger os nossos empregos e para que as nossas atividades profissionais, que agora estão adormecidas, poderem recomeçar.

O setor imobiliário está a ser muito afetado, há um grande impacto provocado pelas medidas de contingência e o estado de emergência, que têm toda a razão de ser. Os nossos clientes têm muitos receios, temem uma crise como a de 2008, mas todos nós estamos receosos, no entanto não é o receio que nos pode salvar de uma crise no imobiliário e nos outros setores da economia. O que nos pode “salvar” é a capacidade de nos adaptarmos. O mundo está a mudar, logo a forma como trabalhamos também tem que mudar. Temos que estar recetivos às novas tecnologias. Temos que ser pró-ativos e tranquilizar os nossos clientes.

A minha reflexão centra-se em três pontos:

1º Evitar o discurso da desgraça, não podemos ser o muro das lamentações de clientes, investidores e de todos os agentes que asseguram o ramo imobiliário. Este tipo de discurso pode ter um efeito bumerangue, uma vez que, neste momento, não podemos afirmar aos clientes que atravessamos uma crise, ou que apenas estamos em “pausa temporária”. Um agente imobiliário tem que se afastar do “muro das lamentações”, pois os nossos construtores continuam ativos, ainda têm cimento, areia…, então tem que manter o contacto com os seus clientes, tem que ser um agente de positividade. Se nos transformarmos no “muro das lamentações”, sabemos que será o início do fim.

 

2º O investidor quer sentir confiança no mercado imobiliário, quer respostas às questões que sempre colocou, as mais rudimentares. Quer saber a taxa de rentabilidade do seu investimento. Em meu entender, só aqui podemos ativar o “botão pausa”. A verdade é que a taxa de rentabilidade de 14% pode passar para 11% ou 10%, tal como pode acontecer o contrário. Não sabemos. O arrendamento tradicional pode agora sobrepor-se ao alojamento local. Se tivermos em conta os valores associados, a longo prazo, ao alojamento local é percetível que em determinados imóveis, neste momento, o arrendamento tradicional seja mais rentável. Um simples exemplo, é que a alteração de um imóvel no tipo de arrendamento de alojamento local para um imóvel de renda a longo prazo é o mesmo para quem compra ou vende imóveis.

 

3º Quem está no setor imobiliário, seja na compra ou venda de imóveis, seja na compra para rentabilizar, está neste ramo a longo prazo, a 10 ou 15 anos ou até mais, porque são investidores, porque preferem o seu dinheiro investido do que nos bancos. No setor imobiliário, independentemente desta “botão pause”, ou de uma eventual crise económica, temos uma certeza é que o imóvel em que se investiu continua lá, onde sempre esteve e com os bancos nem sempre é assim… O setor imobiliário é um investimento a longo prazo, não será esta crise temporária a fazer grandes alterações. Vai mexer, claro que vai. Vai baixar ou aumentar a taxa de rentabilidade, irão surgir novas e boas oportunidades de compra e venda. Não sabemos, não o podemos prever. Sabemos sim que continuará a ser um ótimo investimento. Há um pensamento que costumo partilhar com colegas e clientes. “ Nunca vi ninguém que tenha comprado imóveis para rentabilizar, que esteja mais pobre.”

 

Em suma, o Covid-19, neste momento, impede-nos de muita coisa, mas não nos pode impedir de estarmos atentos e preparados, de continuarmos em contacto com os nossos clientes, que estou certo que continuam com vontade de investir. Mal este “botão pausa” for desligado todos voltaremos às nossas vidas, não da mesma forma, mas sim mais fortes, isto porque “aquilo que não nos mata fortalece-nos”.

Sejamos ativos, vamos manter o contacto com os clientes, vamos fazer as chamadas, as reuniões online, que muitas vezes não se realizavam por falta de tempo. Ouçamos os nossos clientes, investidores, construtores. Tal como disse anteriormente “ O mundo está a mudar e a forma de trabalho também”, então vamos adaptar-nos a esta realidade.

Proteja-se a si e aos seus! Tudo vai ficar bem!!!

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