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Paredes é o meu concelho!

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Celeste Lopes

Boa tarde a todos os ouvintes da rádio jornal iniciamos um novo ciclo e é para mim um gosto estar a partir de agora na vossa companhia.

Aqui vou questionar, informar, refletir sobre tudo o que se passa no nosso concelho. Sou a Celeste Lopes e esta é a crónica Paredes é o meu Concelho.

Hoje, em virtude do que se tem passado em Baltar- Parada trago muitas questões, muitas dúvidas e quanto mais Alexandre Almeida responde ou tenta esclarecer mais nos confunde mais questões deixa por responder. Acho que neste momento todos os Paredenses são Baltarenses e Paradenses e partilham as mesmas preocupações.

Porquê Paredes especificamente o parque industrial de Baltar-Parada para a instalação de uma unidade industrial de tratamento de resíduos. Mesmo sendo das mais modernas, mesmo sendo muito importante para o ambiente.

Porquê Paredes a receber um investimento de 18 milhões se outros Concelhos também se podiam candidatar a este investimento. Que concelho não quer ter uma indústria que represente postos de trabalho e grandes lucros em biogás. As questões são muitas e as respostas tardam em aparecer e em convencer.

E saliento ainda a falta do estudo de impacto ambiental que deveria ter sido a primeira medida que Alexandre Almeida devia ter tomado nesta confusão toda. Pois segundo Alexandre Almeida ao mínimo impacto ambiental não permite a instalação da unidade industrial. Em que ficamos? Avançou com uma candidatura, foi escolhido o local, as certezas das vantagens para o concelho são tantas e se o resultado do estudo for desfavorável Alexandre Almeida recua? O presidente da Ambisousa fala em projeto pioneiro, do mais moderno sem qualquer tipo de comparação. Alexandre Almeida quer levar as pessoas de Baltar e Parada a visitar a Lipor para quê? Se não há comparação.

Quem assistiu à última assembleia municipal ouviu o mesmo Alexandre Almeida a responder com toda a certeza que o estudo era desnecessário porque é uma unidade industrial, como as outras que lá existem. O que mudou. A pressão de uma população unida que decidiu zelar pelos seus interesses, afinal estamos a falar de uma questão de saúde publica, de qualidade de vida e até de questões económicas.

Alexandre Almeida quis varrer o lixo para debaixo do tapete e só depois das eleições é que ia surpreender os Paredenses com este investimento, mas a mentira tem perna curta.

Alexandra Almeida mentiu ou omitiu e agora tenta de todas as formas recuperar a confiança de quem o elegeu. E para isso traz um camião de diversão que nos custou muito para além de 20 mil euros. E numa altura em que muitas famílias e comerciantes do Concelho passam por dificuldades vemos o nosso dinheiro a seguir para Lisboa.

Mas alguém me chamou à atenção e com toda a razão de que no dia 24 de junho a Câmara municipal cancelou um evento em Paredes com artistas do Concelho por indicações da ARS do Norte devido à situação pandémica. Estes mesmos artistas que vivem neste concelho e aqui pagam os seus impostos não receberam milhares de euros, infelizmente chegou a umas centenas de euros porque ao que parece não havia verba para mais. Alexandre Almeida tem uma preocupação excessiva em poupar o orçamento municipal para com os Paredenses, mas dinheiro para gastar com pessoas de fora do Concelho …esse não falta.

Não podia terminar a minha crónica sem partilhar com vocês uma das minhas preocupações, os animais errantes neste concelho. Na passada sexta feira recebi uma chamada para ajudar um cão em sofrimento que estava à porta do canil/ ecocentro de Paredes. Depois de ver o cão e perceber que só estava com frio e assustado pedi ajuda aos funcionários que lá estavam; qual o meu espanto quando descubro que o cão estava naquele local há 3 dias aos olhos de todos e ninguém o recolheu. Chamei a GNR. Eu sei que canil não tem condições para acolher mais animais. Mas não entendo como é possível fechar os olhos a um animal indefeso, assustado e com frio que com um banho e tosquia arranjou uma família de acolhimento nesse mesmo dia. Com tanto dinheiro gasto em obras desnecessárias, sabendo que com a lei de não abate era preciso criar condições dignas para manter os animais até estes serem adotados este executivo esperou até agora para iniciar as obras do novo canil. Obras essas que andam a passo de caracol.

A todos continuação de uma boa tarde. Até para a semana. Conto consigo para me fazer companhia.

 

– versão escrita do programa de rádio com o mesmo nome
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