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Depois da ressaca das Presidenciais, onde antigos candidatos e partidos derrotados se reinventam e adotam outras estratégias para sobreviver, desenganem-se se acham que tão cedo vão deixar de ouvir falar em politiquices. Essa fase a que apelido de “acalmia estranha” é um bom momento para ser ouvido e para criar ondas de fricção.

Neste último fim-de-semana, houve um autêntico duelo de jovens cavalheiros. Uma bomba chamada moção de confiança caiu em cheio no coração do CDS-PP, dando início a um combate surpreendente e repentino. A liderança de Francisco Rodrigues dos Santos foi posta em causa por Adolfo Mesquita Nunes.

O CDS-PP voltou à baila, não pelos melhores motivos, esta moção de confiança transmite uma óbvia fragilidade ao partido e retrata a fase delicada em que ainda vive. Depois da saída de Assunção Cristas e dos maus resultados eleitorais, a divisão da família dos democratas cristãos é mais que evidente, o partido parece destruturado como se tivesse no seu interior uma fenda desconfortável que se vai alargando ainda mais.

Saiu o tiro pela culatra a Adolfo Mesquita Nunes! Francisco ganhou com uma diferença de 31 votos e reforça a sua liderança, retomando o seu discurso de futura promessa para ressuscitar o partido. O pior é que continua no mesmo registo desde que tomou posse a janeiro de 2020. Boa sorte jovem Chico!

Sexta-feira passada, a despenalização da morte medicamente assistida foi aprovada pelo Parlamento. Será um passo à frente em relação à dignidade da vida de cada um? Será a mais humanitária e democrática opção que podemos aprovar para o final a vida? Marcelo Rebelo de Sousa terá a última palavra.

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