Iniciativa de reflexão cívica reuniu cerca de 50 participantes em oito sessões temáticas. Documento final servirá de contributo para a preparação do programa autárquico da coligação MAIS (PSD/CDS).
O Museu da Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, recebeu no passado domingo a sessão de encerramento da Plataforma MAIS Concelho, um ciclo de oito encontros que reuniu cerca de 50 cidadãos apartidários, oriundos de diferentes setores da sociedade civil.
Diagnóstico e propostas para o concelho
Entre 30 de junho e 21 de julho, os participantes debateram em sete grupos temáticos as áreas de Cultura, Património e Turismo; Saúde e Ambiente; Atividade Económica e Emprego (com duas sessões dedicadas); Juventude; Educação, Formação e Sociedade; Desporto, Lazer e Associativismo; e Urbanismo e Acessibilidades.
Do trabalho resultou o documento “Cidadania Participativa – Onde queremos viver? Aqui!…”, que inclui um diagnóstico dos principais problemas e desafios do concelho, bem como propostas de solução. Segundo os organizadores, o contributo terá caráter independente e visa apoiar a elaboração do programa autárquico da coligação MAIS (PSD/CDS) para as eleições municipais de 2025.
Declarações dos responsáveis
O candidato da coligação à presidência da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Alexandre Costa, afirmou que a Plataforma foi criada como “um espaço livre, plural e independente de reflexão”, sublinhando que a coligação “não interferiu nos trabalhos, conclusões ou recomendações apresentadas”.
O coordenador do projeto, Joaquim Cândido Castelo Veiga Ribeiro, engenheiro geotécnico e mestre em Georecursos, explicou que a missão consistiu em “auscultar a sociedade civil, promovendo um exercício democrático de análise e debate sobre o futuro do concelho”. Acrescentou ainda que o convite da candidatura corresponde a “um exercício dos princípios elementares da democracia, aproximando a população do poder político”.
Participação independente
De acordo com os organizadores, os participantes foram convidados pela sua experiência e capacidade de reflexão, tendo contribuído em regime de total liberdade, sem assumir compromissos partidários ou eleitorais.
A Plataforma MAIS Concelho pretendeu, segundo os seus promotores, reforçar a ideia de que a política local deve ser construída “com todos os cidadãos, assente na escuta, participação e compromisso coletivo”.