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Com a entrega do Orçamento de Estado para 2025 e conhecendo o que está neste importante documento, ficou esclarecido o que o PCP já previa: os problemas dos portugueses não são para resolver, pois é necessário alimentar os bolsos famintos dos grupos económicos.

O governo, apoiado pelos seus deputados (pois não podemos esquecer que são os deputados que sustentam um governo, ao contrário da ideia generalizada que votamos para um governo), vão aprovar um orçamento que continua a promover os baixos salários (quer seja o SMN ou os salários acima dele) e as pensões, sem esquecer os problemas do SNS, da habitação e outros, enquanto estimula os lucros colossais dos grandes grupos económicos. Para os deputados do PCP, o caminho é outro e votarão contra qualquer orçamento de Estado que não seja para melhorar as condições de vida dos portugueses e das portuguesas.

Com a atual proposta de OE, serão entregues diretamente aos bolsos dos grupos económicos 1800 milhões de euros dos recursos públicos. Para associar esta exorbitante quantia, usemos o custo do estádio de futebol de Aveiro para o Europeu de 2004 (65 milhões, segundo a informação https://www.rtp.pt/noticias/pais/estadio-de-aveiro-foi-construido-para-o-euro2004-e-custou-64-milhoes-de-euros_a744230). Assim, serão entregues o equivalente a 277 estádios aos grupos económicos, evitando e impedindo que se construa por exemplo: um hospital no Seixal, o IC 35 de Penafiel a Castelo de Paiva, o reforço digno do SNS em pessoal e equipamentos, o combate à precariedade laboral, o aumento justo e necessário dos salários e pensões, entre tantas outras opções mais válidas e justas para os portugueses e portuguesas.

Bruno Sousa (professor)

Membro da Comissão Concelhia de Penafiel do PCP

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