O Centro de Interpretação do Românico (CIR), em Lousada, acolhe no próximo sábado, 31 de janeiro, às 16h30, o concerto Vozes Silenciadas, interpretado por um ensemble da Orquestra da Costa Atlântica. A entrada é livre, mediante a lotação do espaço.
Antes do concerto, está prevista uma apresentação institucional do Centro de Interpretação do Românico e da exposição temporária Vozes Silenciadas, patente no mesmo espaço. A iniciativa integra-se na programação cultural da Rota do Românico, dedicada à valorização do património e à dinamização cultural do território.
Repertório e enquadramento artístico
O concerto propõe uma viagem musical pelo século XX, com enfoque em compositoras e compositores portugueses e europeus cujas obras foram alvo de censura, marginalização ou esquecimento ao longo da história. A direção musical está a cargo do maestro Luís Miguel Clemente, à frente de um ensemble de 12 instrumentistas da Orquestra da Costa Atlântica.
O programa inclui a Suite Rústica n.º 2, de Fernando Lopes-Graça, o Estudo para Orquestra de Cordas, de Pavel Haas, A Morte de Manfredo, de Luís de Freitas Branco, e o Concerto para Orquestra de Cordas, de Grażyna Bacewicz. As obras selecionadas refletem diferentes contextos culturais e políticos da Europa do século passado.
Segundo informação divulgada pela organização, o concerto afirma a música como espaço de memória, reflexão e liberdade artística, convidando o público a redescobrir repertórios com relevância histórica e atualidade estética.
Orquestra da Costa Atlântica
A Orquestra da Costa Atlântica foi fundada em 2015 e tem sede em Esposende. Integra instrumentistas de elevado nível técnico e artístico, apresentando-se em formações flexíveis. Entre agosto e setembro de 2024, a orquestra realizou uma digressão pela China, a convite do Ministro da Cultura daquele país, com 28 concertos em salas de espetáculos de referência.
Rota do Românico
A Rota do Românico reúne atualmente 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende. As suas áreas de intervenção incluem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.




