A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) colocou em funcionamento um Ponto de Recolha e Tratamento de Biomassa, localizado na Base dos Sapadores Florestais da CIM, em Gôve, no concelho de Baião. A infraestrutura está ao serviço da região do Douro, Tâmega e Sousa e destina-se à receção de sobrantes de limpezas florestais e resíduos verdes lenhosos.
De acordo com informação divulgada pela CIM do Tâmega e Sousa, as entregas de biomassa devem ser realizadas às sextas-feiras, às 15h00, mediante contacto prévio através do telefone 255 718 340 ou do endereço eletrónico gabinete.florestal@cimtamegaesousa.pt. Não é permitida a entrega de biomassa proveniente de matos com diâmetro inferior a 0,6 centímetros.
O novo ponto de recolha integra um projeto-piloto desenvolvido no âmbito do projeto BIO4RES, financiado pelo Programa Interreg Sudoe. O projeto promove a cooperação transnacional na valorização da biomassa florestal e na prevenção de incêndios, tendo como principais objetivos a redução do risco de fogos florestais, o aproveitamento energético da biomassa e o estímulo à economia local.
Segundo a CIM do Tâmega e Sousa, o BIO4RES é coordenado pela entidade espanhola Nasuvinsa, através da sua agência Lursarea, contando ainda com a participação do CTFC – Centre de Ciència i Tecnologia Forestal de Catalunya, da Union des Communes Forestières du Grand Sud e da empresa francesa Estera Innovation.
Em comunicado, a CIM do Tâmega e Sousa sublinha que esta infraestrutura pretende envolver proprietários florestais, entidades públicas e privadas e cidadãos em geral na construção de uma floresta “mais limpa, segura e resiliente”. A iniciativa insere-se numa estratégia de promoção de práticas de gestão florestal sustentáveis e de valorização dos recursos locais, num território historicamente marcado pela recorrência de incêndios florestais.
A mesma fonte refere que o funcionamento do ponto de recolha permitirá reduzir a deposição descontrolada de resíduos florestais e contribuir para uma melhor prevenção estrutural dos incêndios, em articulação com as políticas nacionais e europeias de adaptação às alterações climáticas e de transição energética.




