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“Julgo que a fotografia tem o poder de mudar a forma como vemos o mundo”, refere o fotógrafo Orlando Sousa

Orlando Sousa tem 36 anos, e é assistente operacional no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. Ao longo dos últimos anos, confessa ter desenvolvido uma paixão pela fotografia que o fez vir a adquirir uma câmara e, hoje, fotografa vários sítios, pessoas ocasiões e fá-lo com o intuito de vir a aprender, sempre mais, sobre a fotografia e as suas vertentes.

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De acordo com Orlando, a fotografia é o que o faz “olhar o mundo de outra forma, de uma forma mais atenta ao outro e aos detalhes”, acrescentado ser esta a própria “expressão artística”. O EMISSOR entrevistou Orlando, com o objetivo de conhecer mais e melhor sobre o seu trabalho e como é que a fotografia se tornou parte da sua vida.

 

EMISSOR: Neste momento, qual a sua profissão atual e em que moldes a fotografia se insere na sua vida?

Orlando Sousa (OS): Trabalho no Hospital Pedro Hispano, sou Assistente Operacional. A fotografia é algo que me completa, que me faz olhar o mundo de outra forma, de uma forma mais atenta ao outro e aos detalhes, é a minha expressão artística.

EMISSOR: Consegue lembrar-se de quando e como começou o seu gosto pela fotografia?

OS: Sempre gostei de registar em fotografia vários momentos da minha vida, mas sempre de uma forma despreocupada, há uns 5 ou 6 anos atrás algo mudou, comecei a ver a fotografia de uma outra forma, como algo que me permitia transmitir uma emoção ou passar uma mensagem.

Direitos Reservados

EMISSOR: Tem algum projeto que o permita partilhar a sua fotografia, bem como a sua forma de ver o mundo?

OS: O único local onde tenho partilhado as minhas fotos é na minha página de instagram (@rawlannd) ou em concursos fotográficos. Para já o meu único projeto é continuar a aprender e evoluir neste mundo da fotografia que tem tanto de apaixonante como de complexo.

EMISSOR: Quais as suas maiores inspirações no mundo da fotografia?

OS: Considero que a minha inspiração surge de qualquer lado, pode ser uma frase, pode ser um filme ou até mesmo da forma como me sinto, mas claro que há fotógrafos que me inspiram. Adoro o trabalho do João Cabral (@jccabral_photography) e do Alan Schaller (@alan_schaller).

 

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EMISSOR: Através das fotografias que publica é possível apercebermo-nos que se centra em vários momentos, pertencentes à realidade e atualidade de um país e, talvez, do mundo. Qual o porquê de o fazer?

OS: Sou apaixonado por fotografia de rua, principalmente por ela ter a capacidade de mostrar a realidade, julgo ser esse o grande motivo para o fazer.

EMISSOR: Porquê escolher o dia a dia como alvo fotográfico?

OS: Sei que há quem veja o dia a dia como rotineiro ou cansativo, mas o meu olhar é outro, acho o comportamento humano incrível, principalmente quando estamos centrados nas nossas vidas, tão atarefadas e apressadas. Procuro sempre algo que me provoque alguma emoção e quando assim é, fotografo-o.

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EMISSOR: Quando parte à procura do próximo modelo para fotografar (seja uma pessoa ou uma paisagem), o que é que pretende encontrar? O que é que o faz dar o “clique” na máquina fotográfica?

OS: Procuro sempre algo que provoque alguma emoção, procuro algo particular, algo que me faça ressonância. Nem sempre volto a casa com a missão cumprida mas quando consigo, é incrível.

EMISSOR: Apercebemo-nos que, entre as fotografias que tira, existem aquelas que retratam a realidade pandémica que atualmente vivemos. Quais os sentimentos que surgem ao fotografar esta nova realidade?

OS: As pessoas, naturalmente, estão mais afastadas umas das outras, mais isoladas, é algo pelo qual todos estamos a passar, claro que preferia que a realidade fosse outra, mas se é isto que estamos a viver, então é isto que eu vou registar nas minhas fotografias, mesmo que sinta uma profunda tristeza pelo atual momento.

EMISSOR: Quais as fotografias que tirou que, ainda hoje, o deixam emocionado?

OS: As fotos que ainda hoje me deixam emocionado estão sempre ligadas a momentos pessoais, fotografias do meu filho, da família ou de amigos.

 

Direitos Reservados

 

EMISSOR: Considera que as suas fotografias podem mudar, de alguma forma, o pensamento de quem as vê? Ou, pelo menos, as faça refletir? Quais os temas que tenta retratar para que tal aconteça?

OS: Julgo que a fotografia tem o poder de mudar a forma como vemos o mundo. Acho que as coisas são postas numa outra perspetiva e logo aí faz-nos questionar, faz-nos refletir. Em primeiro lugar eu fotografo sempre para mim, se depois ao partilhar o meu trabalho conseguir transmitir alguma emoção ou provocar alguma reação fico ainda mais realizado.

EMISSOR: Sente que existe uma diferença sentimental entre a fotografia impressa e a fotografia digital?

OS: Acho que a fotografia transmite a mesma emoção, seja impressa ou digitalmente. No entanto estamos habituados a ver a fotografia num ecrã minúsculo de um smartphone e isso faz com que se perca imensa informação, imensos detalhes. Por isso prefiro sempre a fotografia impressa.

 

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EMISSOR: Existe alguma fotografia que mais a marcou de entre todas aquelas que fotografou?                 

OS: É difícil escolher, mas recordo-me, por exemplo, de uma fotografia que tirei à saída da estação do metro da casa música, o senhor estava sentado nas escadas a pedir “esmola” mas tinha um gato ao colo a quem ia fazendo festas, na foto conseguimos ver a forma amorosa como ele olha para o gato, gosto bastante dessa foto pela mensagem que transmite, uma pessoa numa situação muito complicada da sua vida mas que mesmo assim consegue ser bom com os outros.

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