É o fenómeno da época – cada vez mais peregrinos se dirigem à Meca das Motos, uns em petição, outros em gáudio e outros em reflexão. Sobretudo agora que se provou ter o Mestre a proteção divina depois de ter escapado do “dilúvio” prometido pelo “inquisidor” moralista que tendo entrado na intimidade do templo julgou (mal) ter expulsado o “sacedorte” da palavra não permitida.
E agora, depois de ultrapassada a onda que o quis varrer do mapa, em Paços de Ferreira, o Mestre não tem mãos a medir num autêntico confessionário com mais fregueses do que o nosso padre Augusto sob a benção de Santa Eulália!
E o que confessam eles?
Pecados velhos, arrependimentos que não esquecem e sobretudo a ansiedade de quererem ver, na linha do horizonte, o início de uma caminhada independente que limpe os leões da selva.
Aos pedidos, solicitações e até empurrões responde o Mestre que “eu não sou deste reino” e aos mais íntimos: “ainda não chegou a minha hora”.
Esperemos que o inverno acabe e que os sabores da primavera abram os espíritos numa “luta que continua”.