Delegação comunista, que integrou o deputado Alfredo Maia, ouviu direção da corporação sobre dificuldades financeiras, condições das instalações e ausência de carreira profissional atrativa. Associação relata atrasos nos reembolsos do Estado.
Uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), que incluiu o deputado Alfredo Maia, reuniu-se no domingo, 2 de março, com o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada, com o objetivo de conhecer a realidade operacional e financeira da corporação.
A informação foi divulgada pelo PCP através de nota de imprensa enviada às redações.
Segundo a nota, durante o encontro os responsáveis da associação apresentaram “um retrato preocupante” das condições de funcionamento, referindo limitações nas atuais instalações, que, alegadamente, condicionam a atividade operacional e dificultam o recrutamento de novos elementos.
De acordo com o PCP, foi ainda transmitido à delegação que os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) não são comparticipados pelo Estado, sendo suportados financeiramente pela associação. A mesma fonte refere que os reembolsos da Administração Central chegam com vários meses de atraso, situação que, segundo a direção da corporação, pressiona o orçamento da instituição.
Contactada por este órgão de comunicação social, fonte da direção dos bombeiros confirmou a realização da reunião, remetendo esclarecimentos adicionais para momento posterior.
Ainda segundo o comunicado do PCP, a associação sublinhou a inexistência de uma carreira considerada atrativa para bombeiros voluntários, bem como a necessidade de reconhecimento do direito à reforma antecipada, tendo em conta, no seu entendimento, o desgaste físico e psicológico associado à atividade.
Estas posições refletem preocupações que têm sido manifestadas por várias corporações e estruturas representativas do setor, em diferentes momentos, relativamente ao enquadramento estatutário e às condições de financiamento.
Na mesma nota, o PCP refere que o seu Grupo Parlamentar tem apresentado iniciativas na Assembleia da República com vista a responder a estas questões. Entre as propostas enunciadas estão:
• O reconhecimento legal da profissão de bombeiro como atividade de desgaste rápido;
• A criação de um suplemento de risco;
• O reforço do estatuto social dos bombeiros;
• A isenção do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) para associações humanitárias;
• O aumento do investimento do Estado no setor.
O partido manifesta solidariedade para com os bombeiros voluntários de Lousada e defende um reforço do financiamento público às corporações.
PCP reúne-se com Bombeiros Voluntários de Lousada e aponta falhas no financiamento do setor
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