A Guarda Nacional Republicana fiscalizou mais de 70 mil condutores e registou 1 412 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 17 vítimas mortais, durante a terceira fase da Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, dedicada ao tema “Ano Novo em segurança”.
Segundo dados provisórios divulgados pela GNR, relativos ao período compreendido entre 27 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026, a operação teve como principal objetivo reforçar a prevenção da criminalidade, o patrulhamento rodoviário e o apoio aos condutores, numa fase marcada por um aumento significativo das deslocações em todo o país.
Durante as ações de fiscalização, foram fiscalizados 70 347 condutores, tendo sido detetados 857 casos de condução sob o efeito do álcool. Deste total, 398 condutores foram detidos por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 140 pessoas por condução sem habilitação legal.
No mesmo período, a GNR registou 8 801 contraordenações rodoviárias, destacando-se 1 392 infrações por excesso de velocidade, 459 por condução sob influência do álcool, 244 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistemas de retenção para crianças, 197 por uso indevido do telemóvel durante a condução, 1 403 por falta de inspeção periódica obrigatória e 373 por ausência de seguro de responsabilidade civil obrigatório.
Relativamente à sinistralidade rodoviária, além das 17 vítimas mortais, os acidentes provocaram ainda 36 feridos graves e 373 feridos leves. Os acidentes mortais ocorreram em diversos distritos do país e resultaram, maioritariamente, de despistes, colisões e atropelamentos, envolvendo veículos ligeiros, motociclos e peões.
Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana informa que irá manter a prioridade na fiscalização de comportamentos de risco, nomeadamente a condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas, o excesso de velocidade, a utilização indevida do telemóvel, a não utilização do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças, bem como a falta de inspeção periódica e de seguro obrigatório.
A GNR apela ainda a uma condução responsável e defensiva, sublinhando que o cumprimento das regras de trânsito é determinante para a redução da sinistralidade rodoviária e para a proteção da vida humana.




