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OpiniãoA propósito da garotada

A propósito da garotada

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Na última Assembleia Municipal a bancada do PSD, depois de uma longa exposição dos motivos efetuada pelo seu líder, abandonou a sessão.

Não vamos entrar na discussão dos motivos, porque são amplamente conhecidos, mas não podemos deixar passar em claro as reações profundamente ofensivas, principalmente a do Snr. Deputado Cristiano Ribeiro, que, não satisfeito ainda, publicou um artigo no Progresso de Paredes do dia 8 de Janeiro.

Na Assembleia que o PSD abandonou, mas que não deixou de seguir a sessão pelos meios disponíveis (redes socias), estranhou-se a forma como o Snr. Deputado se apressou a reagir. Por um lado parecia estar a reagir “a quente” mas, por outro, deu a entender que já sabia do que se ia passar ao referir:

– “tinha a impressão que ia assistir a um sujo golpe de estado”.

– “Sinto fantasmas da gestão anterior”.

Não foi, portanto, uma reação momentânea, mas pensada com tempo e com alguma finalidade que não descortinamos.

Referiu-se às exigências de informação como atitude de “sentido pidesco policial” como se as informações pedidas não fossem legítimas e necessárias nos termos do Artigo 2º – Competências de apreciação e fiscalização, do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes.

Mais referiu que aquilo a que assistiu foi uma GAROTADA, e que os vereadores “foram atrás da garotice”. Esperava que “a comunicação social dê registo do que aconteceu”.

Contrariamente ao que era seu manifesto desejo, a comunicação social apenas se referiu ao facto do abandono e não emitiu juizos de valor sobre os motivos claramente expostos na intervenção incial do líder da bancada do PSD.

Não satisfeito com isso, o Snr. Deputado refere no artigo publicado no Progresso de Paredes sob o título GAROTAGE, e passo a citar:

– Foi um golpe “que se revelou ser sómente infantil”;

– As exigências do PSD “mais parecia o dossiê Casa Pia”;

– “Estamos perante uma garotagem… Que não esconde a cumplicidade da Bewater”;

– “…que não esconde a cumplicidade com os atos do passado”;

– “Que não esconde a permissividade com a influência da extrema direita renascida”;

– “O responsável local do Chega aparece como putativo “treinador” das lideranças do PSD e do CDS”;

– “A CDU não passa cheques em branco… não toleraremos as pedras do caminho que o PSD ou outrem queira colocar.”

O Snr. Deputado ofendeu um partido e todos os seus militantes que ao longo dos anos lhe deram o seu voto para os representar. Mesmo nas eleições de 2017, e com todo o desgaste de poder ao longo dos últimos anos, o PSD perdeu apenas 3,3% dos votos relativamente a 2013, enquanto que o PCP-PEV, que o snr. Deputado representa, perdeu, no mesmo período, 46,7% dos votos.

É claro que este PSD não renega os atos do passado. Tudo tem o seu tempo e só quem tem que fazer é que tem que fazer escolhas, dentro das condições do momento, mas sempre tendo em vista a satisfação das necessidades dos habitantes do território que gere.

O PSD, no executivo anterior, não tinha uma maioria, como o PS tem atualmente, não necessitando, por isso, de uma especie de “geringonça” com o PCP-PEV.

O Sr. Deputado ao utlizar os termos “GAROTADA”, (sem a necessária chamada de atenção do Snr. Presidente em exercício da Assembleia como deveria ter acontecido), e “GAROTAGEM” na publicação referida ofendeu:

– Jovens deputados com percursos académicos relevantes, dedicados em atividades profissionais dignas e de responsabilidade, dispostos a servir a população de Paredes com a voluntaridade que os caracteriza;

– Deputados com longos passados de respeito e dignidade, cumpridores e merecedores da consideração de todos;

– Presidentes de Junta de Freguesia que, dia a dia, 24 horas por dia, se dedicam, muitas vezes sem o devido reconhecimento, a satisfazer os mais elementares anseios de todos os seus fregueses, sejam ou não seus eleitores.

Relativamente ao contrato com a Bewater, gostariamos que ficasse claro que o PSD também defende o seu fim. A divergência está na forma: resgate, com pagamento de indemnização à Bewater, como acabou por ser decidido na referida assembleia ou denúncia do contrato por parte do Munícípio com pedido de indemnização à Bewater. Tudo o que seja dito em contrário é pura especulação.

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