Nos últimos dias assistimos a diversas inaugurações de iluminações públicas de Natal, alusivas à atual quadra, que evocam os típicos invernos em família. Esta época é muito apreciada pelas famílias, especialmente pelos jovens, tendo na figura do Pai Natal um símbolo de felicidade e distribuidor de sonhos para as crianças.
Para os adultos, o Natal, para além da tradição familiar, que eu pessoalmente muito prezo, é também sinónimo de economia, sendo uma das principais épocas do ano em que uma parte do orçamento familiar se destina a presentes. Este circuito económico inserido na vida social traz vantagens tanto para quem pode comprar e oferecer presentes às pessoas do seu círculo familiar e de amigos, como para os comerciantes, que durante grande parte do ano sentem o aperto das dificuldades devido à quebra de vendas. Esta época representa, assim, uma oportunidade para reequilibrar as finanças das suas lojas.
Torna-se, portanto, fundamental criar condições sociais e económicas que permitam a funcionalidade deste circuito da microeconomia, promovendo dinâmicas capazes de atrair clientes. Neste contexto, associações empresariais e autarquias têm um papel crucial, através de ações de promoção, campanhas e parcerias com os comerciantes, garantindo que o comércio local seja mais do que uma simples montra de produtos.
Em Paços de Ferreira, por exemplo, foi recentemente inaugurada a iluminação de Natal nas cidades de Paços de Ferreira e Freamunde. Foi um ato simbólico, marcado pelo aparato mediático do presidente da autarquia e restante executivo com pelouros ao colocar o interruptor em modo ‘on’, registado para a fotografia oficial. Por curiosidade, consultei o Facebook do município para obter mais informações sobre esta inauguração e encontrei o seguinte texto:
“Procedemos hoje à abertura da iluminação natalícia das cidades de Paços de Ferreira e Freamunde. Agradecemos às bandas de música de Paços de Ferreira e de Freamunde a atuação dos músicos que animaram, nas respetivas cidades, este momento festivo. Apelamos a todos os nossos concidadãos que façam as suas compras de Natal no Comércio Local.
Aproveitamos para desejar a todos os Munícipes um Santo Natal e Festas Felizes!”
A questão que se impõe é: e agora? A Câmara Municipal e a AEPF têm programadas de incentivo à compra no comércio local? O simples apelo aos munícipes é manifestamente insuficiente. Se compararmos com municípios vizinhos, fica claro que a Câmara Municipal de Paços de Ferreira não fez o trabalho que se esperava.
Agora, resta perceber se estarão a poupar dinheiro para os passeios de avião ou se é para assistirem à inauguração das luzes de NATAL em Vigo, no país ao lado. Realmente a oposição tem razão, não pode dar para tudo.




