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ERSAR em desacordo com a Câmara de Paredes face ao resgate de concessão de águas

O CDS afirma “irresponsabilidade” e avança que tem vindo a pedir ao município o parecer da ERSAR desde março

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Na passada segunda-feira ficou conhecida a posição da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) face à proposta de resgate da concessão de águas realizada pela Câmara Municipal de Paredes.

A ERSAR adianta, nas declarações proferidas, que deverá existir direito a uma indeminização, mas que, no entanto, ainda não dispõem dos elementos necessários para o cálculo da mesma. Apesar da ERSAR reconhecer que não dispõem desses elementos, avança que “os dados disponíveis permitem admitir que o valor da indeminização seja superior ao montante apurado pelo município, em qualquer dos cenários por si considerados”, refere no documento.

Assim, em conclusão à proposta apresentada, a ERSAR diz que, “o processo de resgate da concessão dos serviços de águas do município de Paredes, com a fundamentação apresentada, não reúne as condições necessárias para merecer parecer favorável desta entidade reguladora”.

 

CDS acusa o executivo de Paredes de irresponsabilidade

Após ter sido providenciado o documento da ERSAR onde é evidenciada a resposta da entidade face ao Município de Paredes, o CDS avança em nota o reprovar da “decisão tomada pelo Município de Paredes de proceder ao resgate daqueles serviços que se encontram concessionadas à empresa ‘BE WATER’”.

De acordo com a vice-presidente do CDS-PP de Paredes, Ana Raquel Coelho, “o executivo PS, sempre afirmou em Assembleia Municipal, que só depois de conhecido o parecer da ERSAR é que levariam o assunto para discussão naquele órgão, mas o que verificamos, mais uma vez, é que dizem uma coisa e fazem outra”, avança, em nota, o partido.

De acordo com a Ana Coelho, “o CDS não só não se esqueceu como tem vindo, pelo menos desde março, a pedir ao presidente da câmara que divulgasse se tinha ou não em sua posse aquele parecer, porque se o tivesse e fosse negativo, como se veio agora a verificar, seria ruinoso para o concelho de Paredes, e se não o tivesse, teria sido uma total irresponsabilidade ao avançar para o resgate e para um empréstimo sem conhecer o parecer”, esclarece, em nota, o partido.

 

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