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Câmara Municipal de Paços de Ferreira quer “preço justo” por terreno em Penamaior. “Com 141 atletas, não temos campo próprio”, refere a direção da ADCP

O anúncio foi realizado nas redes sociais. O Presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Brito, adiantou a construção de “3 novos sintéticos no concelho, a somar aos 4 cujas obras estão em curso” o que gerou polémica.

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Em Penamaior, a Associação Desportiva Cultural (ADCP) manifestou-se em prol da própria freguesia, que tem esperado, há vários anos, por um terreno para a construção de um campo desportivo e tudo continua igual. Um dos membros da direção da ADCP chega a referir que “o que pode acontecer? Nós queremos começar uma época com cinco equipas e, entretanto, receber um email e, a meio da época não temos espaço para treinar, porque o campo não é nosso”.

O problema que se impõe ao clube é, precisamente, a questão do terreno onde treinam, pertencente ao IKEA e, apesar do clube ser portador de 141 atletas, jovens e seniores, até ao momento não foi contemplado com um terreno para a construção do campo.

De momento, a direção da ADCP salienta que “o campo é em terra e, nomeadamente, no inverno é um lamaçal, logo aí a gente já perde alguns atletas por não termos condições”, acrescentando ainda que “o problema será sempre de hoje para amanhã, um atleta optar por jogar no Penamaior e pode acontecer de termos de dizer ‘acabou o futebol’”.

A Associação Desportiva Cultural de Penamaior adianta não reclamar um sintético, mas sim um campo de futebol próprio, para que não se sintam dependentes do risco de “ficar sem ele”. Esta situação tem vindo a arrastar-se e, a direção da ADCP chega mesmo a mencionar que “Penamaior foi a última freguesia do concelho a ter um campo e foi a primeira a ficar sem ele”.

De acordo com a mesma fonte, é referindo a inauguração do campo e, dois anos após a inauguração, iniciou-se o negócio de venda do terreno ao IKEA. Desta forma, Penamaior acabou por nunca ser proprietário de um campo, uma vez que nunca chegou a ser “da casa”, ou seja, de acordo com a direção da ADCP, “por norma a Câmara faz o campo de futebol e depois acaba por doar o recinto à freguesia, no nosso caso isso nunca aconteceu, a Câmara fez o campo e nunca chegou a doar porque a seguir vendeu-o ao IKEA”, relata revoltado.

Na altura, o IKEA pagou o campo e, teoricamente, segundo a direção da ADCP, “o valor que o IKEA pagou seria para fazer novas instalações”, no entanto, uma vez que existiam dívidas da Câmara Municipal de Paços de Ferreira na altura da crise, “o dinheiro foi-se e nem campo, nem pau, nem bola”.

Direitos Reservados.

A par deste problema, existe um outro, que se centra no terreno que Penamaior procura para solucionar a questão do novo campo, porém, apesar de todas propostas colocadas por parte da direção da Associação Desportiva Cultural de Penamaior e até mesmo do próprio Presidente de Junta de Penamaior, António Carvalho, o Presidente da Câmara, Humberto Brito, não considera que os terrenos estejam a um “preço justo” e, por isso, a escritura do terreno nunca chega a acontecer.

A direção da ADCP chega a referir que “o presidente (do Município), em todas as publicações que diz que temos de apresentar um terreno ao ‘preço justo’ que ele compra, mas ele nunca diz o que é um preço justo” e complementa referido “já andamos nesta direção há quatro anos e, durante esses quatro anos, estamos sempre a propor, mas ‘porque agora é isto, porque agora é aquilo, depois este terreno não dá, este terreno é bom, mas no fim não dá, porque tem aqui um depósito que incomoda no terreno’ – tem sempre uma ponta por onde se lhe pegue”.

De acordo com as declarações prestadas por parte da Associação, é referido que, nas primeiras reuniões entre a ADCP e a Câmara de Paços de Ferreira, haviam predispostos para a atribuição de sintéticos, não sendo estes estipulados ao acaso. “Nesse sentido, os sintéticos deveriam ser atribuídos pela sustentabilidade diretiva e pelos escalões de formação, sendo que, quanto mais escolões de formação houvessem, maior a probabilidade de atribuir um sintético”.

A partir destes critérios, a direção da ADCP mostra-se indignada, uma vez que “na sexta-feira atribuiu-se um sintético a um clube que nunca teve uma equipa de formação, tem pura e simplesmente um plantel sénior e, nós, com tanta formação, com 141 atletas, não temos um campo próprio e, outros, que têm 22 atletas, ou se calhar até só tem 20, vão dar-lhes condições topo de gama”.

Direitos Reservados.

Em favor da ADCP está o presidente da junta de Penamaior, António Carvalho, que confere que “tem havido uma tentativa por parte da freguesia em encontrar um terreno para a construção de um novo campo de futebol”, indo de encontro às declarações prestadas por parte da Associação. António Carvalho confessa que este assunto, conjuntamente com a situação existente do IKEA, o preocupa por ser “uma situação que se havia de precaver um quanto antes para que, quando esta situação acontecer, nós já termos o terreno”.

O Presidente da Junta de Freguesia de Penamaior realça que “têm havido propostas, tem havido reuniões, agora, eu também gostaria que o Sr. Presidente da Câmara também viesse ao público dizer qual é o preço que está disposto a pagar, para as pessoas perceberem um bocadinho onde é que está a questão da resolução do problema; era bom que ele dissesse onde é que há terrenos pelo valor que ele está disposto a pagar”.

PSD de Paços de Ferreira lamenta “ambiente de convulsão” face ao anúncio de mais sintéticos no concelho por parte do Presidente da Câmara Municipal

O PSD de Paços de Ferreira, em comunicado, defende não se poder anunciar “obras de forma leviana e sem critérios de equidade entre as Freguesias”, acrescentando que, “é importante criar condições para a promoção da formação de jovens, diversificar as modalidades e integrar uma ampla e franca discussão nos Conselhos Municipais do Desporto, sempre em articulação com as Associação Desportivas do nosso Concelho”, uma realidade, de acordo com o partido, que “não acontece em Paços de Ferreira”.

Desta forma, existe ainda uma urgência, declarada por parte do PSD de Paços de Ferreira, onde a “maioria Socialista venha explicar quais são os critérios que estão a ser atribuídos, não querendo acreditar que os mesmos sejam apenas adjudicados aos ‘amigos’, conforme manifestado no perfil (do Facebook) do Sr. Presidente de Câmara”, conclui o comunicado.

Ainda no âmbito desportivo, o PSD de Paços de Ferreira afirma que “também estranha e não compreende a inexistência de desenvolvimentos públicos no que diz respeito à construção de um novo Pavilhão Municipal”, uma vez que Paços de Ferreira é um conselho de “grande dinamismo desportivo indoor e o último Pavilhão Municipal, construído pelo PSD, remonta há mais de uma década”.

Uma fonte anónima, em declarações ao EMISSOR, informou não estar previsto a construção de nenhum pavilhão desportivo na sede do concelho, apenas está prevista uma renovação da fachada do existente, tendo sido já abordados vários arquitetos para o efeito.

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