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Vítor Parati refere existir, no concelho de Valongo, uma falta de recursos financeiros entre as pessoas mais necessitadas.

Vítor Parati refere existir, no concelho de Valongo, uma falta de recursos financeiros entre as pessoas mais necessitadas

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Vítor Parati tem 53 anos, é cantoneiro de profissão e candidato à Câmara Municipal de Valongo pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

O candidato visa querer lutar “por um mundo melhor, mais sustentável, que seja preservado para as gerações futuras”, avançando propostas como o fim do aterro de Sobrado, o aumento dos espaços naturais nas cidades, a ampliação do centro de recolha oficial de animais e uma acessibilidade facilitada aos transportes públicos.

Vítor Parati considera essencial dar importância à questão da habitação social, de hortas urbanas e despoluição dos rios, bem como dos afluentes. O candidato explica querer uma Câmara Municipal que “não se feche aos problemas vivenciados no território”.

 

 

EMISSOR: Enquanto candidato à Câmara Municipal de Valongo pelo PAN, qual o seu posicionamento face aos demais políticos existentes?

Vítor Parati: A política no seu geral é má vista pela população. Isto deve-se aos próprios políticos, que mesmo não se podendo generalizar, vemos na comunicação social muitos casos de oportunismo económico, mostrando que existem políticos que o seu objetivo não é servir o país, mas sim servirem-se a si próprios e aos seus amigos. Infelizmente, vemos nas notícias casos que vão desde o nível local até à administração central. Valongo não é exceção. Vemos políticos mais preocupados com a sua carreira e com a sua imagem do que com as pessoas que votaram neles. Respeito toda a gente pela sua ideologia política e sobretudo respeito todas as pessoas como seres humanos que são. No entanto, distancio-me de todos os oportunismos que possam aparecer. Sou um homem de ação, não fico no escritório a ver os outros fazer. No meu roupeiro não há gravatas nem fatos. Estou e estarei sempre de mangas arregaçadas para agir no terreno.

 

EMISSOR: Quais são as principais mudanças que quer trazer para Valongo?

Vítor Parati: Todas as medidas que propomos vão ao encontro do que o PAN sempre defende: um mundo melhor, mais sustentável, que seja preservado para as gerações futuras. É essa a intuição. Queremos que Valongo seja um exemplo a nível nacional no que toca às políticas de sustentabilidade, bem-estar pessoal e animal. Há muito a mudar em Valongo. Temos como prioridades o encerramento responsável e urgente do aterro de Sobrado, aumento dos espaços naturais nas nossas cidades, ampliação do centro de recolha oficial de animais, criação de um parque canino, acessibilidade facilitada aos transportes públicos em todas as freguesias, mais e melhor habitação social, criação de hortas urbanas e despoluição dos rios e afluentes do concelho. Pretendemos uma Câmara Municipal mais próxima das pessoas e que não se feche aos problemas vivenciados neste território.

 

EMISSOR: Considera que o PAN trará uma mentalidade diferente e uma visão diferente daquela a que os valonguenses estão acostumados? Em que sentido(s)?

Vítor Parati: O PAN trará uma mentalidade a Valongo de progresso no sentido de irmos ao encontro da coexistência dos pilares das pessoas, animais e natureza, sem que um dos pilares se autonomize face aos restantes. Traremos uma visão ecocêntrica de gestão sustentável dos recursos financeiros e naturais desta terra. Tomaremos ação junto da sociedade civil para encontrar soluções para os problemas vividos.

 

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Direitos Reservados

 

EMISSOR: Neste momento, quais as ideologias que o PAN defende para o concelho de Valongo?

Vítor Parati: O PAN encara a política como veículo para a mudança que queremos ver no mundo. O PAN defende ideologias que vão ao encontro do equilíbrio entre as causas das pessoas, animais e natureza deste planeta. É isso que pretendemos aplicar no concelho de Valongo. Uma mudança de paradigma que deixa de lado o antropocentrismo.

 

EMISSOR: Qual a diferença que o PAN faz dos demais partidos de direita?

Vítor Parati: É possível hoje em dia dizer-se que há partidos de direito ou esquerda? O que temos visto são traições aos seus valores em praticamente todos os partidos que se dizem de direita ou esquerda. O PAN é um partido de causas, de esperança por um mundo melhor. Não queremos que o passado volte, não queremos que hajam ciclos partidários dos ditos “partidos de esquerda e direita”. Queremos quebrar a roda e criar condições para evoluirmos no sentido do ecocentrismo.

 

EMISSOR: Em que sentido se identifica com o PAN e qual o porquê de se avançar como candidato por este partido?

Vítor Parati: Sou voluntário em muitas associações ambientalistas e de ajuda a pessoas e animais. Identifico-me com o PAN porque a sua ideologia vai de encontro ao que venho defendendo em todas as ações em que participo. Defender o nosso planeta, passa por agirmos nas causas da natureza, na proteção animal e no cuidado social.

 

 

EMISSOR: Como caracteriza a sua vida ao longo dos anos? Considera que a caminhada que fez, e que continua a fazer, lhe trouxe experiências que o tornaram capaz de enfrentar o desafio de ser presidente de Câmara Municipal de Valongo?

Vítor Parati: Sempre fui um lutador. Lutei por tudo o que tenho hoje, com os meios de que dispunha. A caminhada efetuada deu-me vivências e experiências que serão úteis na ocupação de algum posto nos órgãos autárquicos de Valongo, para que possa ser útil na resolução dos problemas atuais do concelho.

 

EMISSOR: Considera que, nesse sentido, tem a experiência que é necessária para combater esses problemas?

Vítor Parati: Para além da experiência de vida, tenho também uma equipa que me dá confiança que terei o que for necessário para solucionar os problemas existentes.

 

EMISSOR: Quais os problemas que sente, enquanto valonguense, e revê nos demais habitantes de Valongo?

Vítor Parati: Os problemas diários que sinto, são a falta de recursos financeiros cada vez mais existente entre as pessoas mais necessitadas, a dificuldade de manter a distância física das pessoas que amamos e a falta de uma luz ao fundo do túnel, que dê esperança para encararmos o dia seguinte. Temos de dar esta esperança a todos os habitantes de Valongo, temos de fazer política pela positiva e arregaçar as mangas para solucionar os problemas enfrentados diariamente pelos valonguenses.

 

EMISSOR: No que diz respeito à oferta formativa em Valongo, considera que esta é suficiente para ir ao encontro das necessidades dos alunos valonguenses?

Vítor Parati: Continuamos a ver todos os anos alunos que terminam a sua formação e não conseguem encontrar o emprego para o qual estudaram. Os cursos profissionais existentes nas escolas de Valongo não estão ajustados à realidade empresarial do concelho, deixando muito a desejar na garantia de um início de carreira profissional para os nossos jovens. É necessário incluir mais as empresas locais e detetar as suas necessidades em termos de recursos humanos para se adaptar a oferta formativa.

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EMISSOR: Considera que a rede de transportes é satisfatória para responder às necessidades da população de Valongo?

Vítor Parati: Verificamos que em Sobrado não há uma rede de transportes eficaz, tornando praticamente obrigatório que os sobradenses dependam de automóveis. Pretendemos apresentar soluções para que a STCP passe por Sobrado e garanta uma oferta de transporte que vá de encontro às necessidades dos sobradenses e que os leve a poupar no consumo de combustíveis fósseis. Quanto ao transporte dos nossos idosos, apresentamos como solução a utilização de um transporte municipal que garanta de forma gratuita para os mais desfavorecidos, passagem pelos centros de saúde e hospitais do concelho. Lutaremos pelo aumento da oferta de transporte públicos para que a dependência do automóvel seja cada vez menor.

 

EMISSOR: No que diz respeito à situação atual do aterro de sobrado, qual a posição do PAN de Valongo?

Vítor Parati: Temos de encerrar o aterro com a máxima urgência, mas de uma forma responsável que garanta a mitigação dos impactes ambientais causados na região. Continua-se a assistir a uma gestão errada do aterro, com a presença de pragas de mosquitos, baratas e ratos nas habitações próximas ao aterro. O problema principal mantém-se: a empresa detentora do aterro não coloca as necessidades e expetativas da população de Sobrado em primeiro lugar, pelo que a luta de todos os sobradenses e o nosso apoio à luta, se irá manter até ao aterro encerrar de vez.

 

EMISSOR: Qual a posição do PAN de Valongo face à atualização tarifária e aumento da água e saneamento realizado por parte do PS no concelho?

Vítor Parati: A fatura da água discrimina não só o consumo de água e o saneamento, como também o valor que é pago para a gestão de resíduos. O valor da fatura irá aumentar sem que o serviço tenha melhorado para todos os habitantes de Valongo. Continuamos a ver habitações sem saneamento e sobretudo uma má gestão na recolha dos resíduos urbanos. O PAN considera que o caminho é melhorar os serviços prestados aos munícipes, com uma recolha seletiva porta-a-porta alargada a todo o concelho de Valongo. Temos de preparar as habitações para uma reutilização da água doméstica que faça diminuir os custos associados à fatura da água e torne este recurso mais abundante.

 

EMISSOR: Qual o posicionamento do PAN de Valongo face à atual gestão, que está a ser feita por parte do PS, relativamente à Covid-19?

Vítor Parati: Valongo continua a estar com níveis de transmissão elevados. As pessoas de Valongo e as empresas necessitam de ajuda para recuperar do grande choque emocional e financeiro que dura há tempo demais. É responsabilidade da Câmara Municipal apoiar as empresas locais e os munícipes nos momentos mais difíceis. Os meios municipais têm de estar preparados para responder a uma nova subida de casos e a situações de emergência como é esta pandemia.

 

EMISSOR: Gostaria de deixar uma mensagem aos habitantes de Valongo pelo PAN?

Vítor Parati: Dia 26 de setembro é o dia em que o sentimento de esperança irá aparecer a todos os valonguenses. Votar no PAN, é votar em cada um de nós valonguenses. Votar no PAN é transformar a nossa terra num local de equilíbrio entre pessoas, animais e natureza, rumo ao progresso.

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