Socialistas referem desfasamento entre previsão e receita e criticam nível de investimento concretizado
O Partido Socialista de Amarante absteve-se na votação dos documentos de Prestação de Contas de 2025 da Câmara Municipal, realizada a 29 de abril, na Assembleia Municipal, justificando a posição com críticas à execução orçamental e à concretização de prioridades definidas pelo executivo.
Segundo os socialistas, o orçamento municipal ultrapassava os 103 milhões de euros, mas a receita efetivamente arrecadada ficou em cerca de 77 milhões. O partido considera que este desfasamento evidencia недостат de rigor no planeamento financeiro, referindo ainda que foram feitas várias alterações ao longo do ano para ajustar as previsões à execução.
Ao nível da despesa, o Partido Socialista indica que a taxa de execução global se situou em cerca de 79%, apontando dificuldades na concretização das medidas previstas. Destaca também o peso da despesa corrente, que representa aproximadamente dois terços do total, limitando, na sua perspetiva, a capacidade de investimento estruturante.
No que respeita ao investimento, estavam previstos cerca de 52 milhões de euros, tendo sido executados aproximadamente 39 milhões. De acordo com os socialistas, ficaram por concretizar verbas relevantes em áreas como a economia, juventude e coesão social.
O partido refere ainda um aumento da despesa com serviços externos e uma dependência significativa de financiamento comunitário, defendendo maior sustentabilidade financeira a médio e longo prazo.
Durante o período Antes da Ordem do Dia, o Partido Socialista levou à Assembleia Municipal outros temas, incluindo o projeto de instalação de painéis fotovoltaicos na Serra do Marão, questionando o executivo liderado pela coligação PSD/CDS-PP sobre a sua posição e apelando à salvaguarda ambiental.
Foi também abordado o Plano de Ação Climática de Amarante, aprovado em 2024, com o partido a defender maior monitorização da sua execução. Entre outras preocupações referidas estão a situação da EN15, na zona de Candemil, o estado da Ecopista do Tâmega e o Trilho de Nossa Senhora do Vau.
Contactado para eventual reação, o executivo municipal não apresentou posição até ao momento do fecho desta edição.
O Partido Socialista classifica a sua abstenção como “responsável”, defendendo a necessidade de maior rigor na gestão e melhores resultados na execução das políticas públicas no concelho.




